In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

sábado, 16 de abril de 2011

Estudo sugere que vinho caro é desperdício, pois consumidor não nota diferença

Matéria divulgada pela BBC Brasil:

"Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.

No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.

Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).

Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.

A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.

"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo."

(enviado por Carlos Andraus)

Comentário do Credidio


Podemos dizer que um vinho mais caro é elaborado com uvas melhores, tecnologia mais apurada, envelhecimento, etc, etc. Portanto, mais caro. Na maioria das vezes é isso mesmo. Eles são melhores. Mas acontece que nem sempre os melhores são mais apreciados.

Nos nossos grupos, muitas vezes vinhos caros (bem mais caros) não foram os preferidos , sendo preteridos por vinhos bem mais baratos (questão de gosto e não de quallidade).

Mesmo porque um usuario comum não percebe a qualidade. Percebe as propriedades organolépticas, segundo seus padrões.

Quase tudo é valido para experts. Tá provado que mesmo experts possuem avaliação distinta para um mesmo produto.

Estudo sugere que vinho caro é desperdício, pois consumidor não nota diferença

Matéria divulgada pela BBC Brasil:

"Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.

No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.

Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).

Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.

A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.

"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo."

(enviado por Carlos Andraus)

Comentário do Credidio


Podemos dizer que um vinho mais caro é elaborado com uvas melhores, tecnologia mais apurada, envelhecimento, etc, etc. Portanto, mais caro. Na maioria das vezes é isso mesmo. Eles são melhores. Mas acontece que nem sempre os melhores são mais apreciados.

Nos nossos grupos, muitas vezes vinhos caros (bem mais caros) não foram os preferidos , sendo preteridos por vinhos bem mais baratos (questão de gosto e não de quallidade).

Mesmo porque um usuario comum não percebe a qualidade. Percebe as propriedades organolépticas, segundo seus padrões.

Quase tudo é valido para experts. Tá provado que mesmo experts possuem avaliação distinta para um mesmo produto.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Credvinho – 16/3/2011 Tema: Vinhos de Boutique, Garagem e Autor

Na noite do dia 16/3 o Credvinho se reuniu no restaurante Genova para uma degustação inusitada: Vinhos de Boutique, Garagem e Autor. Como sempre fomos magnificamente recepcionado pelo nosso amigo João Gianesi.

Quanto aos vinhos, eles foram comprados na La Cave Jado, uma importadora que fica próxima à IBM - Tutóia e que negocia diretamente e de forma exclusiva com vinicultores franceses vinhos a preços razoáveis. Eles se propõe a trazer vinhos que primam pela diversidade e excelência na hora da produção, com preceitos de vinicultura sustentável e sobretudo, com características únicas e produzidos em quantidade limitada.

Solicitamos à Cave Jado a elaboração de uma pequena pasta com as fichas técnicas dos vinhos selecionados sem explicitar o preço e fizemos a degustação tendo as fichas para estudo e avaliação de cada um de nossos enófilos de uma forma didática, propiciando uma discussão mais rica entre os participantes. 




Para criar o ambiente e preparar a boca para a degustação começamos com um típico rosé da Provence: Saint Qvinis Rosé 2009 da Domaine de Fontlade. Ele seria classificado como um vinho de boutique. Sua composição é de 50% Cinsault e 50% Grenache. Possui um nariz intenso com boa fineza aromática, cheio de frutas vermelhas evoluindo sobre notas de frutas de polpa branca (pera, pêssego). Apresentou uma boca ampla, equilibrada e frutada juntando morango e pêssego branco. Boa persistência. Agradou bastante a todos. Seu preço é R$58,00. 



A seguir descrevemos os vinhos da degustação já na ordem de predileção do grupo a partir do melhor da noite. 



O melhor vinho da noite, foi o Grand Tradition 2008 do Château Du Donjon do Languedoc. Ele seria classificado como um vinho de garagem. Ele é fruto de uma assemblage de Syrah, Grenache e Carignan. Apresentou uma cor de rubi intenso com reflexos cereja. Linda complexidade aromática misturando frutas vermelhas bem maduras, compotadas e especiarias com um toque de anis e de casca de tangerina. Ataque poderoso. Boca ampla, estruturada com taninos sedutores e arredondados. Vinho equilibrado com grande personalidade e caráter revelando um final de boca muito aromático e uma boa persistência. A surpresa foi que este que foi considerado o melhor da noite, era também o mais barato: R$55,00.

O segundo melhor vinho foi um Cuvée 2009 da Domaine dês Roches Neuves do Vale do Loire. Ele seria classificado como um vinho de autor e é 100% Cabernet Franc. Sua cor é de um rubi intenso e brilhante, com reflexos cereja e uma linda clareza. Nariz profundo e aromático, típico da Cabernet Franc com notas de alcaçuz, ameixa, defumado e um toque de caramelo. Na boca foi denso, cheio e carnudo. Vinho equilibrado com taninos finos e sedosos. Um vinho complexo, sedutor e de grande expressão e que ainda apresenta um bom tempo de guarda até 2016. Seu preço é R$114,00.

O terceiro foi o Une et Mille Nuit 2007 da Domaine Canet Valette. Ele seria classificado também como um vinho de autor e é fruto de uma assemblage das uvas emblemáticas do Languedoc: Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre e Cinsault. O vinho apresentou-se ainda fechado e com um aroma inicial que desagradou ao grupo. Com o passar do tempo houve uma evolução favorável. Tem uma cor de rubi intenso. No nariz apresentou notas de pequenas frutas pretas (amoras), tomilho, alcaçuz e especiarias. Sua boca é intensa, concentrada e frutada apresentando um toque de especiarias e alcaçuz. Seus taninos são sedosos. Fim de boca aromática e com boa persistência. Tem um tempo de guarda estimado até 2017. Seu preço é R$101,00.

O último colocado foi o Sancerre Rouge 2007 da Domaine Raimbault – Vale do Loire. Considerado um vinho de boutique. Sua vinificação é 100% Pinot Noir. O grupo achou o vinho pouco expressivo. Possui um vermelho profundo. Nariz fresco com notas de pequenas frutas vermelhas deixando aparecer um toque vegetal. Boca elegante. Fim-de-boca fresco e intensidade média. Seu preço é R$89,00.

O jantar do Gênova começou com o delicioso Antipasti della Casa: Manteiga aromatizada com ervas, sardela e caponata, servidas com pão italiano.

 

Seguiu-se um Bucattini alla Romano: Um belíssima massa fresca preparada na hora pelo maitre Sidney e que leva tomate, sal, alho, pimenta e linguiça suína. 




Para acompanhar o jantar o vinho foi o Millésime 2004 do Château Piron de Saint Émilion – Bordeaux com 85% Merlot, 15% Cabernet. Esse vinho seria considerado um vinho de boutique. Sua cor é de um rubi brilhante. Nariz apresenta aromas de trufas com suaves nuanças de cacau. Boca com notas de bosque e de couro. Persistência média e delicada. O grupo o considerou um vinho apenas razoável e que só se justifica pelo bom preço: R$ 61,00. 



Para fechar com chave de ouro, alguns dos nossos confrades ainda comeram o famoso Budino di Pane do Gênova: um pudim feito com miolo de pão italiano, leite, ovo, manteiga, açúcar, uva passa, nozes, servido com calda caramelada, ameixas, nozes e uva passa. Ufa... 



Foi mais uma noite agradável do Credvinho com uma degustação inédita, alegre e harmoniosa. Sentimos apenas falta do nosso Presidente Credidio que estava em viagem ao Rio de Janeiro.

Até a próxima.

Jair Rodriguez

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