Matéria divulgada pela BBC Brasil:
"Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.
No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.
Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).
Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.
A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.
"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo."
(enviado por Carlos Andraus)
Comentário do Credidio
Podemos dizer que um vinho mais caro é elaborado com uvas melhores, tecnologia mais apurada, envelhecimento, etc, etc. Portanto, mais caro. Na maioria das vezes é isso mesmo. Eles são melhores. Mas acontece que nem sempre os melhores são mais apreciados.
Nos nossos grupos, muitas vezes vinhos caros (bem mais caros) não foram os preferidos , sendo preteridos por vinhos bem mais baratos (questão de gosto e não de quallidade).
Mesmo porque um usuario comum não percebe a qualidade. Percebe as propriedades organolépticas, segundo seus padrões.
Quase tudo é valido para experts. Tá provado que mesmo experts possuem avaliação distinta para um mesmo produto.
In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)
sábado, 16 de abril de 2011
Estudo sugere que vinho caro é desperdício, pois consumidor não nota diferença
Matéria divulgada pela BBC Brasil:
"Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.
No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.
Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).
Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.
A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.
"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo."
(enviado por Carlos Andraus)
Comentário do Credidio
Podemos dizer que um vinho mais caro é elaborado com uvas melhores, tecnologia mais apurada, envelhecimento, etc, etc. Portanto, mais caro. Na maioria das vezes é isso mesmo. Eles são melhores. Mas acontece que nem sempre os melhores são mais apreciados.
Nos nossos grupos, muitas vezes vinhos caros (bem mais caros) não foram os preferidos , sendo preteridos por vinhos bem mais baratos (questão de gosto e não de quallidade).
Mesmo porque um usuario comum não percebe a qualidade. Percebe as propriedades organolépticas, segundo seus padrões.
Quase tudo é valido para experts. Tá provado que mesmo experts possuem avaliação distinta para um mesmo produto.
"Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.
No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.
Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).
Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.
A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.
"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo."
(enviado por Carlos Andraus)
Comentário do Credidio
Podemos dizer que um vinho mais caro é elaborado com uvas melhores, tecnologia mais apurada, envelhecimento, etc, etc. Portanto, mais caro. Na maioria das vezes é isso mesmo. Eles são melhores. Mas acontece que nem sempre os melhores são mais apreciados.
Nos nossos grupos, muitas vezes vinhos caros (bem mais caros) não foram os preferidos , sendo preteridos por vinhos bem mais baratos (questão de gosto e não de quallidade).
Mesmo porque um usuario comum não percebe a qualidade. Percebe as propriedades organolépticas, segundo seus padrões.
Quase tudo é valido para experts. Tá provado que mesmo experts possuem avaliação distinta para um mesmo produto.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Credvinho – 16/3/2011 Tema: Vinhos de Boutique, Garagem e Autor
Na noite do dia 16/3 o Credvinho se reuniu no restaurante Genova para uma degustação inusitada: Vinhos de Boutique, Garagem e Autor. Como sempre fomos magnificamente recepcionado pelo nosso amigo João Gianesi.
Quanto aos vinhos, eles foram comprados na La Cave Jado, uma importadora que fica próxima à IBM - Tutóia e que negocia diretamente e de forma exclusiva com vinicultores franceses vinhos a preços razoáveis. Eles se propõe a trazer vinhos que primam pela diversidade e excelência na hora da produção, com preceitos de vinicultura sustentável e sobretudo, com características únicas e produzidos em quantidade limitada.
Solicitamos à Cave Jado a elaboração de uma pequena pasta com as fichas técnicas dos vinhos selecionados sem explicitar o preço e fizemos a degustação tendo as fichas para estudo e avaliação de cada um de nossos enófilos de uma forma didática, propiciando uma discussão mais rica entre os participantes.
Quanto aos vinhos, eles foram comprados na La Cave Jado, uma importadora que fica próxima à IBM - Tutóia e que negocia diretamente e de forma exclusiva com vinicultores franceses vinhos a preços razoáveis. Eles se propõe a trazer vinhos que primam pela diversidade e excelência na hora da produção, com preceitos de vinicultura sustentável e sobretudo, com características únicas e produzidos em quantidade limitada.
Solicitamos à Cave Jado a elaboração de uma pequena pasta com as fichas técnicas dos vinhos selecionados sem explicitar o preço e fizemos a degustação tendo as fichas para estudo e avaliação de cada um de nossos enófilos de uma forma didática, propiciando uma discussão mais rica entre os participantes.
Para criar o ambiente e preparar a boca para a degustação começamos com um típico rosé da Provence: Saint Qvinis Rosé 2009 da Domaine de Fontlade. Ele seria classificado como um vinho de boutique. Sua composição é de 50% Cinsault e 50% Grenache. Possui um nariz intenso com boa fineza aromática, cheio de frutas vermelhas evoluindo sobre notas de frutas de polpa branca (pera, pêssego). Apresentou uma boca ampla, equilibrada e frutada juntando morango e pêssego branco. Boa persistência. Agradou bastante a todos. Seu preço é R$58,00.
A seguir descrevemos os vinhos da degustação já na ordem de predileção do grupo a partir do melhor da noite.
O melhor vinho da noite, foi o Grand Tradition 2008 do Château Du Donjon do Languedoc. Ele seria classificado como um vinho de garagem. Ele é fruto de uma assemblage de Syrah, Grenache e Carignan. Apresentou uma cor de rubi intenso com reflexos cereja. Linda complexidade aromática misturando frutas vermelhas bem maduras, compotadas e especiarias com um toque de anis e de casca de tangerina. Ataque poderoso. Boca ampla, estruturada com taninos sedutores e arredondados. Vinho equilibrado com grande personalidade e caráter revelando um final de boca muito aromático e uma boa persistência. A surpresa foi que este que foi considerado o melhor da noite, era também o mais barato: R$55,00.
O segundo melhor vinho foi um Cuvée 2009 da Domaine dês Roches Neuves do Vale do Loire. Ele seria classificado como um vinho de autor e é 100% Cabernet Franc. Sua cor é de um rubi intenso e brilhante, com reflexos cereja e uma linda clareza. Nariz profundo e aromático, típico da Cabernet Franc com notas de alcaçuz, ameixa, defumado e um toque de caramelo. Na boca foi denso, cheio e carnudo. Vinho equilibrado com taninos finos e sedosos. Um vinho complexo, sedutor e de grande expressão e que ainda apresenta um bom tempo de guarda até 2016. Seu preço é R$114,00.
O terceiro foi o Une et Mille Nuit 2007 da Domaine Canet Valette. Ele seria classificado também como um vinho de autor e é fruto de uma assemblage das uvas emblemáticas do Languedoc: Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre e Cinsault. O vinho apresentou-se ainda fechado e com um aroma inicial que desagradou ao grupo. Com o passar do tempo houve uma evolução favorável. Tem uma cor de rubi intenso. No nariz apresentou notas de pequenas frutas pretas (amoras), tomilho, alcaçuz e especiarias. Sua boca é intensa, concentrada e frutada apresentando um toque de especiarias e alcaçuz. Seus taninos são sedosos. Fim de boca aromática e com boa persistência. Tem um tempo de guarda estimado até 2017. Seu preço é R$101,00.
O último colocado foi o Sancerre Rouge 2007 da Domaine Raimbault – Vale do Loire. Considerado um vinho de boutique. Sua vinificação é 100% Pinot Noir. O grupo achou o vinho pouco expressivo. Possui um vermelho profundo. Nariz fresco com notas de pequenas frutas vermelhas deixando aparecer um toque vegetal. Boca elegante. Fim-de-boca fresco e intensidade média. Seu preço é R$89,00.
O jantar do Gênova começou com o delicioso Antipasti della Casa: Manteiga aromatizada com ervas, sardela e caponata, servidas com pão italiano.
Seguiu-se um Bucattini alla Romano: Um belíssima massa fresca preparada na hora pelo maitre Sidney e que leva tomate, sal, alho, pimenta e linguiça suína.
Para acompanhar o jantar o vinho foi o Millésime 2004 do Château Piron de Saint Émilion – Bordeaux com 85% Merlot, 15% Cabernet. Esse vinho seria considerado um vinho de boutique. Sua cor é de um rubi brilhante. Nariz apresenta aromas de trufas com suaves nuanças de cacau. Boca com notas de bosque e de couro. Persistência média e delicada. O grupo o considerou um vinho apenas razoável e que só se justifica pelo bom preço: R$ 61,00.
Para fechar com chave de ouro, alguns dos nossos confrades ainda comeram o famoso Budino di Pane do Gênova: um pudim feito com miolo de pão italiano, leite, ovo, manteiga, açúcar, uva passa, nozes, servido com calda caramelada, ameixas, nozes e uva passa. Ufa...
Foi mais uma noite agradável do Credvinho com uma degustação inédita, alegre e harmoniosa. Sentimos apenas falta do nosso Presidente Credidio que estava em viagem ao Rio de Janeiro.
Até a próxima.
Jair Rodriguez
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