In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

quarta-feira, 17 de abril de 2019

A uva Cabernet Sauvignon ao redor do mundo - Cluvinho


CLUVINHO - ABRIL 2019

TEMA - A UVA CABERNET SAUVIGNON AO REDOR DO MUNDO

LOCAL - RESTAURANTE NOU


Fazer introdução...



O Vinho Branco: Brancott Estate Sauvignon Blanc


Iniciamos a noite com esse excelente vinho branco, originário da Nova Zelândia, região produtora mais isolada do planeta, formada por um conjunto de ilhas a cerca de 1600 km da já distante Austrália. Embora sua produção não seja muito expressiva, a qualidade alcançada por seus vinhos em um curto espaço de tempo lhe valeu merecido destaque no cenário mundial. Não existe região vinícola que produza vinhos num território tão austral quanto a Nova Zelândia. Sua história vitivinícola é bem recente, pelo menos a de boa qualidade, uma vez que a elaboração de vinhos a partir da vitis vinifera em larga escala só se iniciou em 1970. Já nos anos 80, seus Sauvignon Blancs e Chardonnays começaram a ter reconhecimento internacional.


Dados técnicos:

Nome: Brancott Estate Sauvignon Blanc. Cód produto: 611730. 750 ml. País: Nova Zelândia. Região: Marlborough (Brancott Valley). Linha: Brancott Estate.

Variedade: Sauvignon Blanc.

Produção: A maior parte das uvas é prensada para a extração do suco, parte fica em contato com as cascas por algumas horas para intensificar aromas e sabores. O mosto é fermentado a baixa temperatura para preservar as características da varietal. Não passa por madeira.

Análise Sensorial. Visual: amarelo palha. Olfativa: aroma de frutas brancas maduras. Gustativa: seco, corpo leve, acidez pronunciada, com final harmônico. Harmonizações: frutos do mar, massas leves, pescados, queijos curados, saladas. Temperatura de serviço: 10°C. Teor alcoólico: 13% vol. EAN: 9414024426677. DUN: 19414024426674.

Comprado na CASA FLORA por R$ 77,31.



OS VINHOS DA DEGUSTAÇÃO


1. O Chileno: Nimbus Estate Cabernet Sauvignon – 2015 

O Chile sempre fica entre o 9º e 11º maior produtor mundial de vinhos. Ocupa o 21º lugar mundial em consumo (16,2 litros). Devido ao isolamento natural, o Chile não foi prejudicado pela filoxera que quase destruiu os vinhedos da Europa no século XIX. Um grande marco para o Chile foi a identificação da cepa Carmenère. Antes ela era confundida com a Merlot. Embora a Carmenère seja a uva mais emblemática do Chile, a cepa mais cultivada é a Cabernet Sauvignon. O Chile é dividido em 5 regiões e essas em sub-regiões chamadas de Vales do Chile. Do norte para o sul são: Atacama, Coquimbo, Colchágua, Vale Central e Sul. A maioria dos seus vinhos é produzida no Vale Central.

Dados técnicos:

Nome: Nimbus Estate Cabernet Sauvignon. Cód produto: 610684. 750 ml. País: Chile. Região: Vale do Maipo. Linha: Nimbus

Variedade: 90% Cabernet Sauvignon e 10% Petit Verdot

Produção: Colheita manual. Fermentação alcoólica com controle de temperatura entre 28-30°C, remontagens diárias para ótima extração de cor e compostos fenólicos. Fermentação maloláctica espontânea a 20°C. Estágio em barricas de carvalho francês novo de tostagem média por 18 meses. Permanece na adega por 6 meses antes da sua comercialização.

Análise Sensorial. Visual: vermelho rubi com reflexos púrpura. Olfativa: frutas escuras (cereja, framboesa), especiarias (pimenta preta), mentol, tabaco e café. Gustativa: seco, boa acidez, encorpado com taninos maduros e um final longo. Harmonizações: carnes de caça, carnes vermelhas, cozinha Thai. Temperatura de serviço: 16-18°C 

Premiações: Safra 2014: 90 pontos Guia Descorchados (Patricio Tapia). Safra 2014: Medalha de Ouro Mundus Vini. Safra 2014: Medalha de Ouro Japan Wine Challenge. Safra 2012: Medalha de Prata International Wine & Spirit Competition. Safra 2011: Medalha de Prata Cabernet Sauvignon Master. Safra 2009: Medalha de Ouro Mundus Vini. Safra 2009: Medalha de Bronze Wines of Chile. Safra 2008: Medalha de Prata Mundus Vini (Alemanha). Safra 2008: Medalha de Bronze International Wine & Spirits Competition UK (Inglaterra). Safra 2008: 91 pontos Guia Descorchados (Patricio Tapia). Safra 2006: Medalha de Bronze Annual Wines of Chile Awards. Safra 2004: Medalha de Ouro Annual Wines of Chile Awards. Safra 2004: Medalha de Prata Decanter World Wine Awards. Safra 2004: Medalha de Bronze International Wine Challenge. Safra 2003: Medalha de Bronze International Wine & Spirit Competition.

Comprado na Casa Flora por R$ 120,52.

Ficou em primeiro lugar na preferência do grupo.

2. O Sul-africano: Nederburg Manor House Cabernet Sauvignon – 2015

A África do Sul ocupa o 7º lugar na produção mundial de vinhos e o 30º lugar no consumo mundial (8,6 litros). O plantio de uvas e a produção de vinhos se concentram na sua região sudoeste, limitada a oeste pelo Oceano Atlântico e ao sul pelo Oceano Índico. O país é dividido em 4 regiões, que se dividem em distritos, que se subdividem em wards: Coastal Region (distritos de Constantia, Paarl, Stellenbosch, Swartland e Tulbagh), Breede River Balley (distritos de Robertson, Worcester e Sweellendam), Klein Faroo e Olifants River. Há uma busca constante pelos melhores locais de plantio. Em 1925 a uva Cinsault foi cruzada geneticamente com a Pinot Noir, criando a Pinotage por Abraham Perold. No entanto, entre os tintos, a Syrah demonstra ser a variedade mais promissora da África do Sul.

Dados técnicos:

Nome: Nederburg Manor House Cabernet Sauvignon. Cód produto: 611108. 750 ml. País: África do Sul. Região: Glenrosa, Paarl, Tukulu.  Linha: Manor House

Variedade: Cabernet Sauvignon

Produção: As parcelas de cada vinhedo são vinificadas individualmente, fermentação alcoólica em tanques abertos com controle de temperatura; essa técnica é usada para melhorar a extração de cor e intensificar os seus sabores. Passa um período de amadurecimento em carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro uso por 12-14 meses, estabilização e clareamento com clara de ovo e passa por um processo de filtração antes do seu engarrafamento.

Análise Sensorial. Visual: vermelho escuro. Olfativa: frutas negras (cassis e amora), chocolate e café. Gustativa: seco, corpo médio, acidez alta, taninos maduros com especiarias no final de boca. Harmonizações: carnes de caça, carnes vermelhas, embutidos, pratos a base de funghis, queijos curados. Temperatura de serviço: 16°C. Teor alcoólico: 14,01 % vol. EAN: 6001108018014. DUN: 6001108018021.

Curiosidade: Manor House se refere a mansão da Nederburg, um marco inspirador, praticamente um monumento nacional, construída em 1800. As suas características clássicas e seu requinte são o modelo para a fabricação dessa linha de vinhos

Foi comprado na CASA FLORA por R$ 129,51

Ficou em terceiro lugar na preferência do grupo.

3. O Argentino: DV Catena Cabernet-Cabernet - Nicola Catena – 2013

A Argentina é o 5º maior produtor mundial de vinho e o seu consumo está em 8º lugar (cerca de 39,4 litros). Hoje contam com mais de 900 vinícolas. Trazida da França no começo do século XX a opulenta uva Malbec produzida hoje na Argentina, tem um sabor muito diferente da que predomina em Cahors. Ao lado da Malbec, a Bonarda é uma das uvas mais plantadas, seguida pela Tempranillo e Cabernet Sauvignon. A Argentina possui 5 grandes regiões vinícolas: Mendoza, Salta, San Juan, Rioja e Patagônia. Mendoza é de longe a principal província vitivinícola Argentina, responsável por mais de 70% da produção.

Dados técnicos:

Nome: D.V. CATENA Cabernet – Cabernet. 750 ml. País: Argentina. Região: Agrelo e Tupungato Alto – Mendoza. Linha: Bodega Catena Zapata.

Variedade:100% Cabernet Sauvignon

Produção: Os famosos DV Catena combinam uvas de dois vinhedos distintos, plantados em altitudes diferentes, sempre em microclimas excepcionais de Mendoza. O DV Catena Cabernet-Cabernet é produzido com uvas do lote 3 do vinhedo La Pirámide, que traz estrutura e potência, e do lote 2 do vinhedo Domingo, de maior altitude, responsável pela grande elegância e mineralidade deste ótimo tinto. É um vinho encorpado, delicioso agora, mas que pode durar muitos anos ainda, mostrando um longo e rico final de boca.

Harmonizações: carnes potentes e suculentas, como bife ancho, paleta de cordeiro e hamburguer. Temperatura de Serviço: 16°C a 18ºC.

Foi comprado na CASA FLORA por R$ 193,00

Ficou em quarto lugar na preferência do grupo.

4. O Australiano: Jacob´s Creek St Hugo Cabernet Sauvignon – 2010

A Austrália ocupa o 8º lugar na produção mundial de vinhos e está em 18º lugar em consumo anual mundial (20 litros). Em menos de uma década, tornou-se uma das forças mais poderosas do mundo vinícola. Muitos produtores utilizam equipamentos modernos e empregam vinhateiros treinados nas técnicas mais avançadas. Seus vinhos são concentrados, robustos, maleáveis, frutados, muito aromáticos (reflexo do clima ensolarado), de encher a boca. As principais uvas são na ordem: Shiraz, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Sultana, Merlot e Sémillon. A uva tinta mais famosa e apreciada é a Shiraz, que se transforma em tintos irresistíveis.

Dados técnicos:

Nome: Jacob´s Creek St Hugo Cabernet Sauvignon. Cód produto: 511417. ­750 ml. País: Austrália. Região: Coonawara. Linha: Jacob´s Creek

Variedade: Cabernet Sauvignon

Produção: Colheita criteriosa, desengace, e prensagem leve para a formação de mosto, fermentação alcoólica com temperatura controlada, remuage frequente para a extração de cor, aromas e taninos. Amadurecimento em barricas de carvalho francês e pequena parcela em carvalho americano por 24 meses, onde passa por fermentação malolática (transformação de ácido málico em láctico).

Análise sensorial. Visual: vermelho rubi intenso. Olfativa: frutas vermelhas maduras e concentradas (amoras e cassis), especiarias (canela e anis) e notas de tostado. Gustativa: seco, muito incorpado, acidez fresca, taninos finíssimos e final intenso. Harmonizações: aves, carnes de caça, carnes vermelhas, pratos condimentados. Temperatura de serviço: 16º C. Teor alcoólico: 14,2% vol.EAN: 9300727015020. DUN: 29300727483151.

Foi comprado na CASA FLORA por R$ 241,34


Ficou em quarto lugar na preferência do grupo.

5. O Francês: Château Lanessan - 2009

A origem do Cru Bourgeois, na França, remonta à Idade Média, quando os habitantes do burgo de Bordeaux, os chamados burgueses (ou bourgoise) formavam uma cidade de comerciantes e artesãos. Durante o período do governo inglês, adquiriram direitos e privilégios, incluindo a isenção de impostos sobre a venda de vinhos de seus vinhedos, tanto localmente (Guyenne) como no exterior. Por volta do século XV, enriquecida por seu comércio internacional, o burgo de Bordeaux foi capaz de adquirir as melhores propriedades da região, que foram inicialmente referidos como o "Crus des Bourgeois" e, em seguida, simplesmente o "Crus Bourgeois".

Dados técnicos: 

Produtor: Cru Bourgeois. Região: Bordeaux. País: França. Tipo: tinto. Safra: 2009. Teor alcóolico: 13.5 Vol.

Uvas: Cabernet Sauvignon (55%), Merlot (39%), Cabernet Franc (3%), Petit Verdot (2%) e Carmenère (1%).

Envelhecimento: Mais de 10 anos.

Premios: 89 pontos de Robert Parker (safra 2000), Wine Spectator 88 PTS / 2009.

Análise sensorial: lássico bouquet de cedro, especiarias, ameixa e terra molhada. Uma grande introdução a Haut-Médoc.

Comprado na Mistral por R$ 306,46


Ficou em segundo lugar na preferência do grupo.

E para jantar: o Argentino Don Nicanor Cabernet Sauvignon – 2017

Que seria acompanhado pelo excelente jantar do Nou e o tratamento carinhoso de seu pessoal.

Dados técnicos:

Nome: Don Nicanor Cabernet Sauvignon. Cód produto: 610643. 750 ml. País: Argentina.
Região: Luján de Cuyo – Mendoza. Linha: Bodegas Nieto Senetiner

Variedade:100% Cabernet Sauvignon

Produção: Colheita manual e seleção de uvas. Maceração clássica e remontagens diárias. Fermentação malolática completa sem indução. Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso. 

Análise Sensorial. Visual: vinho cor de granada. Olfativa: aromas pronunciados picantes. Gustativa: na boca é profundo e intenso com taninos firmes e bem equilibrados. Harmonizações: carnes de caça, carnes vermelhas, massas com molho intenso, pratos condimentados, queijos curados. Temperatura de serviço: 16°C a 18ºC. Teor alcoólico: 14,5% vol. EAN: 7793440702698. DUN: 37793440702699.

Premiações: Medalha Ouro Safra 2002; Medalha de Ouro Vinandino. 



Foi comprado na CASA FLORA por R$ 97,11.






Bordeaux e Cabernet Sauvignon


Cabernet Sauvignon

Cabernet sauvignon é uma casta de uvas da espécie Vitis vinifera a partir da qual é fabricado vinho. Originária da região de Bordeaux, no sudoeste da França, ela é a uva vinífera mais difundida no mundo, encontrando-se em todas as zonas temperadas e quentes. É conhecida como "a rainha das uvas tintas". É resultado do cruzamento entre as uvas cabernet franc e sauvignon blanc.

  
Bordeaux, talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, é a terra dos grandes Châteaux, que, em geral, fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e classudos. Os melhores rótulos são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação entre qualidade e preço, além de serem pouco menos encorpados.

Acredita-se que as primeiras variedades de vinhas de Bordeaux foram levadas para a região francesa cerca de dois mil atrás pelas mãos de soldados romanos que as utilizavam para consumo próprio. Desde então, inúmeras características de clima e cultivo contribuíram para fazer de Bordeaux a mais famosa região produtora de vinhos do mundo.

O clima da região é equilibrado, livre de geadas ou verões intensos, e as diferenças marcantes entre suas inúmeras microrregiões expressas, por exemplo, nas variações do nível de mineralidade do solo, garantem terroirs bastante distintos e peculiares.

Para distinguir e reconhecer as qualidades de cada sub-região de Bordeaux, e seus respectivos terroirs, foram criadas apelações de origem oficiais, ou as AOC (Appellation d’Origine Contrôlée), que protegem a genuinidade de áreas como Médoc, Graves, Pomerol e Pauillac, por exemplo.
Localizada no sudoeste da França, perto da costa do Oceano Atlântico, a região apresenta a mais extensa área de Denominação de Origem do mundo. As variedades de uva cultivadas em Bordeaux são, principalmente, as castas tintas Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon e, no espectro das uvas brancas, as mais comuns são Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle.

Os exemplares elaborados na região francesa são vinhos elegantes, intensos de sabor e raramente, pesados e fortes. Em Bordeaux, tanto os vinhos tintos quanto os brancos são elaborados com a presença de duas ou mais variedades de uva, a fim de se obterem rótulos que denotem sabores mais complexos.

A região francesa de Bordeaux é considerada a terra dos grandes e renomados vinhos Châteaux, classificados como exemplares elegantes e encorpados. A palavra “Châteaux” significa “castelos”, em francês, mas não é usada necessariamente para designar a propriedade onde a bebida é produzida, e sim uma variedade de vinho. Alguns vinhos de Bordeaux que carregam a denominação Château encontram-se entre os exemplares mais caros do mundo. 

ARTIGO: A uva Cabernet Sauvignon


Para melhor acompanhar a degustação de abril do Cluvinho com tema "A uva Cabernet Sauvignon ao redor do mundo", o Claudio Nascimento selecionou esse artigo com algumas informações.

ARTIGO: A uva Cabernet Sauvignon
17 de maio de 2014 - 12h 03

Por Mauro Festa
A Cabernet Sauvignon é a casta vinífera de maior prestígio no mundo, cultivada em todas as regiões produtoras e degustada por todos. Muitas pessoas se referem a ela como sendo a “rainha das uvas tintas”. Sua origem está associada à região de Bordeaux (Médoc) e é resultado do cruzamento entre as castas: Cabernet Franc e Sauvignon Blanc. Seu nome já aparece em registros do final do século XVIII.
Qualquer região ou produtor que esteja começando a colocar seus produtos no mercado escolhe essa casta para mostrar ao mundo do que é capaz. Podemos dizer que, hoje em dia, a Cabernet Sauvignon é a casta internacional para se avaliar vinhos, produtores ou regiões. Ela se infiltrou por todas as regiões, do Chile a Austrália, da Califórnia a Grécia.
Todo esse sucesso se deve, em parte, pela capacidade que essa casta tem de manter suas características, aromas e sabores independentemente da região onde é cultivada. Isso mostrou ser um forte apelo aos novos consumidores que logo elegeram a Cabernet Sauvignon como padrão de vinho tinto.
Características
A Cabernet Sauvignon é uma casta espetacular, fantástica. Fácil de cultivar, a videira se adapta muito bem aos mais diferentes solos e climas, a exceção dos extremos (quente e frio) que não são bem-vindos a nenhuma casta. Apresenta bagos escuros e pequenos (preto e violeta profundo), com pele muito grossa e pouca poupa. Tem maturação tardia o que ajuda na concentração de aromas e é resistente à podridão pelo excesso de chuvas.
Podemos dizer que os aromas e sabores da Cabernet Sauvignon são marcantes, diretos e fáceis de reconhecer. Os aromas primários mais encontrados são: frutas vermelhas (cereja, cassis, amora, morango), frutas pretas (groselha preta, ameixa, mirtilo), especiarias (pimentas em pó, cravo), amadeirados resinosos (cedro, lápis e caixa de charuto), amadeirados queimados (tostado, defumado, café, torrefação), herbáceos (menta, hortelã). Dependendo do estilo e da região, ainda podemos encontrar: alcaçuz, anis e pimentão.
Aromas
Cereja;
Cassis;
Groselha Preta;
Pimenta em Pó;
Cravo;
Menta;
Cedrinho;
Torrefação;
Couro.
Na Boca, podemos dizer que ela tem uma “pegada” mais masculina, forte. Os bons vinhos apresentam acidez levemente destacada com o álcool bem integrado, taninos potentes que ainda podem estar jovens, mas são sempre elegantes. A textura é envolvente e potente, com corpo médio para maior. Os aromas de boca dependem muito da idade do vinho, mas podemos encontrar: frutas vermelhas, especiarias, sumo de carne, couro, caramelo e baunilha. Quando o vinho ainda é jovem, a acidez e os taninos estão destacados, com o tempo, o vinho se mostra mais redondo, ganhando em complexidade.
Assim como a maioria das uvas tintas, a Cabernet Sauvignon pode ser apresentada sozinha (varietal) ou em cortes (assemblages). Em ambos os casos, ela dá origem a vinhos estruturados, concentrados e tânicos. Os cortes mais frequentes são com a Merlot ou Cabernet Franc (Bordeaux), com a Sangiovese (Toscana), com a Tempranillo (Espanha), com a Shiraz (Austrália) e, novamente com a Merlot (Estados Unidos e Chile). Nos cortes, ele é responsável pela longevidade, estrutura e complexidade. Outra característica interessante dessa casta é que o uso de madeira (estagiar em barricas de carvalho) favorece a complexidade aromática.
O fato de ser tão eclética nos permite degustá-la jovem ou não; tudo depende da região e do estilo do vinho que o produtor quis apresentar. O tempo de guarda está diretamente relacionado ao estilo do produtor ou região, em linhas gerais: de 5 a 10 anos (vinhos mais simples), de 10 a 15 anos (australianos), de 10 a 20 (californianos) e mais de 30 anos (tops de Bordeaux). Existem vários exemplares da primeira linha de Bordeaux com mais de 40 anos que ainda estão em plena forma!

Principais regiões
Cultivada em quase todos os lugares do mundo, a Cabernet Sauvignon tende a se apresentar bem marcada e caracterizada, mas com infinitos estilos e particularidades que cada produtor determina. Dessa forma, as principais regiões são:
França, Bordeaux – É a sua terra natal, a melhor região produtora, especialmente a margem esquerda (Médoc).
Seus vinhos estão entre os melhores do mundo e podem ser muito longevos. Cada sub-região apresenta características particulares: Margaux (aparecem notas florais de violeta e rodas), St. Julien (traz os aromas de cedrinho e caixa de charutos), Pauillac (aromas de lápis), St. Estèphe (mais mineral) e Pessac-Léognan;
Califórnia – Para muitos, o segundo melhor terroir para a Cabernet Sauvignon. Seus vinhos são aromáticos, profundos, densos, complexos e encorpados.
As melhores sub-regiões são: Sonoma, Napa, Alexander Valley, Mendocino, Stags Leap District, Oakville e Rutherford;
Austrália – Outra excelente região. Seus vinhos se apresentam potentes, cheios de frutas, menta e eucaliptol. As melhores sub-regiões são: Coonawarra, Margaret River, Yarra Valley e Clare Valley;
Itália, Toscana – A Cabernet Sauvignon entrou nesta região pelas portas do fundo, ou seja, sem ser permitida. Ela foi a responsável pelo surgimento dos vinhos Supertoscanos, onde normalmente aparece em corte com a Sangiovese;
Nova Zelândia – Nos últimos anos vem apresentando um grande avanço com essa casta. A Ilha do Norte tende a ser mais indicada. Seus vinhos podem ser varietais ou corte. As melhores sub-regiões são: Hawke’s Bay e Wairarapa;
Chile – Aqui a Cabernet Sauvignon encontrou um terreno fértil e para se desenvolver com muita personalidade. É a casta mais cultivada no país e praticamente todos os produtores a vinificam. Seus aromas, além das frutas típicas, apresentam uma pegada herbácea. Seus vinhos podem ser varietais ou em corte. As melhores sub-regiões são: Valle Del Maipo, Valle Del Maule e Valle de Colchagua.
Outras regiões menos destacadas também produzem Cabernets de ótima qualidade: Argentina, Brasil, África do Sul, Espanha (Priorato, Navarra e Rioja), Portugal (Alentejo) e Líbano.

Grandes Cabernets
Ch. Haut-Brion;
Ch. Latour;
Ch. Margaux;
Ch. Lynch-Bages;
Ch. Palmer;
Ch. Montrose;
Ornellaia;
Sassicaia;
Solaia;
Esporão;
Maequés de Riscal;
Stag’s Leap;
Screaming Eagle;
Ridge – Montebello;
Mondavi – Opus One;
Catena Alta;
Seña;
Almaviva;
Montes Alpha “M”;
Penfolds – Bin 707;
Petaluma;
Rosemount;
Moss Wood;
Yarra Yering.
Beba com moderação!!!
Enoabraços…
 Mauro Festa é enólogo

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