quarta-feira, 23 de julho de 2014

Credvinho - degustação vertical do Quinta do Sardonia


CREDVINHO - JULHO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - DEGUSTAÇÂO VERTICAL DO QUINTA DO SARDONIA


 Realizamos na Grand Cru de Moema nossa degustação VERTICAL do Vinho Quinta do Sardonia, Ribeira del Duero, Espanha, com as safras 2005,2006, 2007 e 2008.

A melhor definição de degustação vertical que encontrei foi no livro de Jancis Robinson Como Degustar um Vinho:
"Fazer uma degustação vertical é sentir a passagem do tempo na ponta da língua".

Este vinho é produzido pelo Dominio Pingus, cujo enólogo Peter Sisseck, apelidado de Pingus, desenvolveu o cultivo de vinhos biodinâmicos de excelente qualidade. São vinhos compostos de 36% de Tinto Fino (Tempranillo), 30% de Cabernet Sauvignon, 20% de Merlot e pequenas porções de Syrah, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot. Apresentam bom corpo, taninos doces, acidez agradável, boa fruta e final longo.Passam 15 meses em barrica de carvalho frances e GA de 15%.
R$260,00 os 2008,7 e 6 e R$340,00 para o 2005.

Robert Parker atribuiu às safras 2008 e 2006 93 pontos, 92 para a safra 2007 e 95 para a 2005. Ubirael levantou uma questão bastante interessante quanto à classificação dos vinhos, pois ao lermos uma avaliação como RP 93 não sabemos quando esta avaliação foi realizada e nem mesmo se foi refeita anos após e modificada.



A degustação foi às cegas sendo o escolhido o 2005 seguido do 2008, 2007, 2006.

Como vinho de boca tomamos o Cobos Felino Chardonnay 2012, bastante mineralizado com boa acidez. Nosso jantar foi acompanhado pelo Cobos Felino Malbec 2012, ainda jovem mas bem equilibrado. Ambos R$84,00.



Nosso menu foi muito bem apresentado e saboroso: pernil de cordeiro com paglia e feno na manteiga e gergelim, e entrecôte ao molho de ervas com risoto à milanesa.

O grupo estava muito alegre e bastante participativo.
Valeu.
Um abraço,
Vera




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cluvinho - Sangiovese fora da Toscana


CLUVINHO - JULHO 2014
LOCAL - GRAND CRU MOEMA
TEMA - SANGIOVESE FORA DA TOSCANA


A reunião deste mês aconteceu no dia 15 e seguiu o mesmo formato da nossa última reunião, ou seja todos os vinhos 100% de uma mesma casta, aqui no caso foi a Sangiovese, porém de produtores de outras regiões da Itália que não são da Toscana, onde esta casta é mais produzida e famosa. Como foi às cegas só falei que todas as amostras eram de uma mesma casta, no final só um confrade acertou que o país era a Itália e ninguém quis arriscar qual era a uva, apesar de eu falar que era a mais plantada na Itália. Todas as amostras foram consideradas ótimas.

Abrimos os trabalhos com um corte de 90% Sauvignon Blanc, 5% Gewurztraminer e 5% Semillon, maravilhoso, o italiano BRANCAIA IL BIANCO TOSCANA IGT 2012, 1/3 em barril e 2/3 em aço inox por 5 meses, GA - 12,5%, uma acidez equilibradíssima, ótimo frescor, 5 anos de guarda, R$ 78,00 e importado pela Grand Cru.





CASTELLO DI MAGGIONE SANGIOVESE 2012 - Este vinho da Umbria, que fica no mesmo paralelo do sul da Toscana, recebeu due bicchieri pelo Gambero Rosso, importado pela Decanter, passa só por aço inox, rubi intenso, aroma de cereja negra, taninos leves, fresco, final doce suave, GA - 14%, guarda 4 anos, R$ 48,00, ótimo custo/beneficio, ficou em terceiro na preferência.

SANGIOVESE IGT TERRA DEGLI OSCI 2010 - Este vinho de Molise, é uma mostra rara, já que nesta região quase não se produz esta casta, esta região fica ao sul da Itália, é a segunda menor da Itália, WS - 86, importado pela Vinci, não passa por madeira, rubi alaranjado, frutas vermelhas, persistência média, faltou personalidade, GA - 13%, preço R$ 81,00, foi o segundo na preferência.

GAROFOLI MONTE REALE SANGIOVESE IGT 2012 - Este vinho da região Marche, que fica no mesmo paralelo do norte da Toscana, produzido pela Garofoli, uma vinícola do século 19 criada por Antonio Garofoli, este vinho passa só em aço inox, importado pela Grand Cru, visual rubi leve, aroma de frutas vermelhas, na boca equilibrado e marcante, GA - 13%, guarda de 8 anos, R$ 46,00, espetacular custo/beneficio, foi escolhido o preferido da noite.

CEREGIO SANGIOVESE DI ROMAGNA 2007 - Este vinho da Emilia Romagna, região mais a nordeste da Toscana, produzido por Zerbina, passa 8 meses em aço inox, a safra 2009 recebeu 88 da WS, importado pela Vinci, rubi, no nariz fechado ou perdeu aromas, na boca muito agradável e deve combinar com qualquer prato, guarda de 5 a 10 anos, GA - 14%, preço R$ 70,81, foi o quarto da noite, praticamente empatado com a amostra número 1.

No jantar foram oferecidos dois pratos ótimos, o Caramelli de Codorna ao molho de creme de pecorino com funghi porcini, e Pappardelli ao pomodore ao ragu de ossobuco. O vinho foi o Villa Masti Chianti Clássico DOCG 2010, um Sangiovese 100% da Toscana, produzido pela Fattoria San Pancrazio, importado pela Grand Cru, rubi intenso, frutas silvestres, harmonizou muito bem com os pratos, 12 meses em carvalho francês, GA - 13%, preço R$ 55,00, ótimo custo/benefício

Taba

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Bonarda

CLUVINHO - JUNHO 2014
LOCAL - GENOVA RESTAURANTE
TEMA - BONARDA



Esta casta já foi a mais plantada na Argentina, hoje é a segunda mais cultivada naquele país. A Califórnia também cultiva esta casta, porém o nome lá é Charbono, na Itália o vinho piemontes Gattinara usa 10% desta uva no seu corte. Quanto à origem desta casta há uma certa discórdia, italiana ou francesa? E neste momento eu vou pela maioria. Originária da França da casta Douce Noir, porém parecida no nome e na aparência com o Dolcetto Nero do Piemonte, mas já comprovado que não são a mesma casta, há uma pequena área cultivada no Piemonte e em Livorno, nesta região com o nome de Croatina . Na França na região de Jura ela é cultivada com o nome de Corbeau.

Como ela foi trazida por italianos para o Novo Mundo, criou-se esta confusão com relação à origem, na verdade foram os venetos que trouxeram para o Novo Mundo uma casta chamada Turca, que é a própria Bonarda ou Charbono.

As vinícolas mais antigas da Argentina é que produzem os mais famosos e avaliados Bonardas, hoje vinícolas mais novas também produzem estes vinhos, todos na região de Mendoza, o Colomé também produz na região de Salta. São vinhos de ótimos custo/beneficios, passam por barricas de carvalho e as cegas parece vinho do Velho Mundo. Devido às avaliacões da WS, RP e GD colocamos 5 amostras.

Abrimos os trabalhos com o Tahuan Chardonnay 2010, produzido por Ernesto Catena, que também produz a linha Tikal, vinhas plantadas a 1.100 m de altura em Mendoza, passa 8 meses em carvalho francês e americano, sendo 10% em barricas novas, guarda 5 anos, importado pela Mistral, visual palha claro não parecendo que passou em madeira, aroma de Chardonnay europeu, na boca refrescante, agradável lembrando velho mundo, o critico Stephen Tanzer deu 88 pontos, GA - 13,5%, R$ 67,00.





NIETO SENETINER RESERVA BONARDA 2011 - Vinho 100% Bonarda, produzido pela Bodega que leva o nome do vinho, vinhas com mais de 45 anos em Lujan de Cuyo, 12 meses em carvalho francês, avaliado por RP com 89 pts. e WS com 88 pts., importado pela Casa Flora, cor rubi violáceo, aroma de frutas vermelhas e negras, no fim café, na boca boa acidez, elegante, taninos macios, persistência média com final adocicado, GA - 14%, R$ 42,00, escolhido como o melhor da noite

EL ENEMIGO BONARDA 2009 - Produzido por Adriana Catena e Alejandro Vigil, um varietal com 10% de Cabernet Franc, maturado em carvalho, guarda de 5 a 10 anos, avaliado por RP com 90 pts. e WS com 89 pts, importado pela Mistral, cor rubi intenso, no nariz geléia de cereja negra, esmalte e defumado, na boca fruta silvestre, taninos macios, boa persistência, final adocicado, GA - 14%, R$ 112,00, escolhido segundo na preferência.

TRAPICHE BROQUEL BONARDA 2011 - Produzido por Trapiche, uma das mais tradicionais vinícolas da Argentina, Broquel significa escudo, 100% Bonarda, passa por barris de carvalho, avaliado pela WS com 87 pts. e com 88 pts. pelo GD, importado pela Interfood, cor rubi intenso, aroma de frutas silvestres (berries), na boca cereja negra (ginja), taninos macios, toques adocicados e boa persistencia, GA - 14%, R$ 67,90, foi o terceiro na preferência.

DANTE RUBINO BONARDA 2009 - Com consultoria de Paul Hobbs, esta amostra não estava com suas características preservadas, um pouco turva e uma acidez acima do normal, conclui esta situação por conhecer e apreciar este vinho, que passa 12 meses em carvalho americano de segundo uso, guarda de 8 anos, o GD avaliou com 88 pts., importado pela Grand Cru, GA - 13,8%, R$ 40,00, não foi avaliado.

ZUCCARDI SERIE A BONARDA 2011 - Produzido por Zuccardi, com 100% de Bonarda, 30% estagia em barricas de carvalho francês por 10 meses, guarda por 5 anos, avaliado pelo GD com 87 pts., a safra 2008 a WS deu 86 pts., importado pela Ravin, cor rubi, no nariz frutas silvestres negras e na boca acidez um pouco acima das outras amostras, taninos suaves e boa persitência, esta amostra foi comprada na Bacco's R$ 66,50, GA - 14%, foi escolhido o quarto na preferência.



No jantar o nosso amigo João serviu um maravilhoso risotto de radicchio e pancetta, que foi harmonizado com o ótimo Alamos Bonarda 2012, produzido pela Catena Zapata, guarda 5 anos, cor rubi, aromas de frutas vermelhas, na boca bem frutado e equilibrado, GA - 13,5%, importado pela Mistral, R$ 42,70.

Taba

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