In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Vinhos brasileiros

Credvinho agosto 2019  
Tema: Vinhos brasileiros
Local: Restaurante Antonieta


Existe vinho bom no Brasil!!!

A viticultura do Brasil se iniciou com os portugueses em 1532, passando aos espanhóis, jesuítas e finalmente aos italianos que foram os primeiros a se preocupar em plantar uvas Vitis Vinifera e adaptá-las ao nosso terroir. Foi aí que tudo começou, cujos resultados se fazem sentir nos últimos 30 anos, sobretudo com reconhecimento internacional de nossas produções. No entanto, somos reconhecidos sobretudo por nossos espumantes e por nossos vinhos brancos e não pelos vinhos tintos. Por quê? Apesar de sermos um país tropical nos falta Luz sobretudo na região do Rio Grande do Sul, nossa principal produtora, e a incidência pluviométrica é enorme, o que impede a maturação adequada da uva e a concentração necessária de açúcar.



O Brasil é hoje o terceiro produtor da América do Sul, o quinto do Hemisfério Sul e o décimo terceiro mundial. Noventa porcento de nossa produção se concentra no Rio Grande do Sul e o vale do Vinhedos já possui sua Denominação de Origem Controlada.

Nossa degustação teve por intuito procurar vinhos tintos que pudessem, eventualmente, satisfazer nossos paladares. É por este motivo que concentramos nossa escolha em vinhos produzidos no Rio Grande do Sul.



Vinho de Boca:
Espumante Maria Valduga millésime 2011, Chardonnay e Pinot Noir, Vale dos Vinhedos. Excelente, não deve nada a nenhum espumante e algumas champanhes. R$ 200,00.



Degustamos:

1- Lidio Carraro 2008, Vale dos Vinhedos, GA 13%, R$ 178,00. Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Cabernet Franc. Vinho encorpado, taninos equilibrados, aroma de frutas vermelhas, persistente, cor rubi intenso. Foi o primeiro na preferência.

2-Salamanca do Jarau, 2014, Campanha, Rosário do Sul, GA 12%, R$ 117,00. Routhier & Darricarrere (dois irmãos franceses que moraram no Uruguai). Cabernet Sauvignon. Os irmãos R D apreciavam vinhos com baixo teor alcoólico pois acreditavam que o vinhos não deveriam se sobrepor à comida. Foi o quarto na preferência.

3-Vila Castro Grand reserva, 2014, Gramado, GA 13,8%, R$ 65,00. Cabernet Franc. Foi o terceiro na preferência

4- Aurora, millésime 2015, Serra Gaúcha, GA 13%, R$ 100,00. Cabernet Sauvignon. Foi o segundo na preferência.


Para o jantar tivemos três alternativas de prato principal: um T bone com batatas rústicas e rúcula ou um peixe gralhado com crosta de castanhas, caponata de legumes, palmito e limão siciliano ou massa
da casa com berinjela, molho de tomate e ricota de búfala.







Acompanhou nosso jantar o vinho Villa Castro, Tannat, GA 13%, Gramado. Agradou muito a todos.
Tivemos como EXTRA uma sobremesa: panna cotta fragole e balsâmico ou brigadeiro com creme de avelã Callebaut, biscoito e pó de avelã. Acompanhados de Grappa Chardonnay maravilhosa.

Que bela noite.
Até setembro
Vera

sábado, 24 de agosto de 2019

Cabernet Franc ao redor do mundo

CLUVINHO - AGOSTO 2019

TEMA -CABERNET FRANC AO REDOR DO MUNDO

LOCAL - LA FRONTERA



No dia 20 de agosto de 2019 o Cluvinho fez sua reunião mensal no já tradicional local de encontros, o La Frontera.
Contamos com o suporte do Breno Raigorodsky, amigo do Cluvinho desde a época do Credídio e do Taba, na escolha e compra de todos os vinhos.
Foi a grande a dificuldade de localizarmos vinhos varietais com a uva Cabernet Franc, o que nos levou a escolher alguns blends onde a uva participasse com mais de 90% de sua composição.

 



Começamos com dois vinhos, ambos rosés da uva Cabernet Franc, com teor alcoólico de 11%, da região do Loire (França), importados pela Mistral e com preço de R$ 108,00. O primeiro é o Rosé de Loire 2017, da Domaine Guy Saget e o segundo o Rosé de Loire 2015 da Domaine Baumard. Não despertaram entusiasmo nos participantes.

Os vinhos tintos degustados foram: 

1. Perez Cruz Cabernet Franc Limited Edition 2016 do Valle del Maipo, Chile. Composto por 91% de Cabernet Franc, 6% de Cabernet Sauvignon e 3% de Petit Verdot. Guarda em barrica francesa por 14 meses. Aroma de frutas vermelhas e especiarias. GA 14%. Comprado junto ao Breno por R$ 100,00. Ficou em segundo lugar na preferência.

2.  Saumur-Champigny 2012, Domaine Guy Saget, Loire, França. Cabernet Franc 100%. Vinificação em tanques abertos, com controle de temperatura. Harmoniza com carpaccio e carnes. GA 12,5%. Importado pela Mistral; preço é R$ 161,00. Ficou em quarto lugar na preferência.

3. Fração Única Cabernet Franc da Casa Perini, Vale Trentino, Farroupilha, RS Brasil. Eleito o melhor Cabernet Franc pela Avaliação Nacional de Vinhos 2016. Coloração vermelho-rubi intenso, aroma de frutas em compota. Ao paladar demonstra equilíbrio, boa acidez e textura macia. GA 12%. Comprado junto ao Breno por R$ 60,00. Ficou em terceiro lugar na preferência.

4. El Enemigo Cabernet Franc 2014, da vinícola El Enemigo, Gualtallary, Tupungato, Mendonza, Argentina. Projeto de Alejandro Vigil, enólogo chefe da Catena Zapata, e de Adrianna Catena. Composto por 92% de Cabernet Franc e 8% de Malbec. Vinho com bastante nervo, taninos abundantes e um caráter deliciosamente selvagem. Harmoniza com carnes, caça. GA 13,9%. Importado pela Mistral por R$ 163,00. Ficou em primeiro lugar na preferência.





O jantar teve como entrada uma salada de grão de bico com legumes grelhados, ricota de búfala e tapenade; com prato principal uma paleta de porco braseada servida com seu molho, purê de abóbora, couve grelhada e farofa de pão e como sobremesa, cantucci.

O vinho foi El Tramposo da La Banda De Los Tres Sucios, Vistaflores, Los Chacayes, Tunuyán, Valle de Uco, Mendonza, Argentina. 100% Cabernet Franc. A fermentação alcoólica ocorre com leveduras selecionadas e é realizada em tanques de aço inoxidável, atingindo uma maceração total de 22 dias. Prensado muito suave em prensa hidráulica cesta / gaiola. A fermentação malolática em barris carvalho francês de alto tostado por 12 meses em diferentes níveis de sabor e aromas. Traz uma explosão de eucalipto puro e fresco, seguido de hortelã selvagem, que dão lugar as frutas vermelhas, cereja, morangos e framboesas envoltos em um fino defumado picante de especiarias com toques de tabaco. Cor Vermelha intensa. Aromas de frutas vermelhas, com notas de eucalipto e hortelã e especiarias picantes e toque de tabaco. No paladar é rico em aromas, complexo, estruturado e muito elegante, traz taninos redondos e intensos, com excelente concentração e muito persistente no paladar. Harmoniza com carnes vermelhas, molhos encorpados, queijo curados, risotos fortes. GA 14,7%. Comprado junto ao Breno por R$ 130,00. Muito apreciado pelos convivas.

O Freitas foi o responsável por uma intensa documentação entregue a cada um dos participantes.

Até setembro,

Paulo Sergio

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Química na vinicultura


Credvinho julho 2019  
Tema: Química na vinicultura
Local: Grand Cru Moema

O tema foi profissionalmente apresentado pelo Beto que é médico, e, além disso, muito curioso o que o levou a transformar-se num verdadeiro padeiro, bem como chef de cuisine.



Ao apreciarmos um bom vinho certamente já paramos para pensar em como ele é elaborado e constatamos que o processo vai muito além de esmagar uvas. A elaboração dos vinhos é realizada em várias etapas bastante delicadas que devem ser executadas com cuidado para que o resultado seja um produto de qualidade. De todas as etapas de elaboração, a mais delicada é a fermentação da uva. Entendendo o que é a fermentação, como ela acontece e quais fatores influenciam o seu sucesso, ficará mais fácil descobrir como essa bebida formidável chega até nossas taças.

Para nossa degustação, a Silvia nos apresentou a rainha das cepas: Pinot Noir. Uva de casca fina, coloração vermelha menos intensa, aromas de cereja, amora e framboesa. Amante de climas frios e muito caprichosa em seu cultivo. Típica da Borgonha, mas hoje bem adaptada em várias regiões inclusive do Novo Mundo como o Chile, por exemplo.



O vinho de boca foi o espumante Henri Leblanc 75, Borgonha, França, com corte de Chardonnay e Airen, GA 12%. Cor amarelo palha. Agradável no paladar, notas de maçã verde e limão. Persistência média. Trata-se de um Crémant Champenoise, vinho para se beber jovem. R$ 59,90. Boa relação custo/benefício.

Degustamos:

1.Pulenta Pinot Noir 2016, da região de Lujan de Cuyo, Mendonça, Argentina. Vinho passado 12 meses em barrica. Acidez média, harmoniza bem com carnes defumadas, linguiça e paio. GA 15%. R$159.90. Foi o primeiro na preferência

2-Matetic Corralillo 2016, da região do vale San Antonio, Chile. Vinho passado 11 meses em barricas de carvalho francês. GA 14%. Este vinho apresenta uma mineralidade extra em relação aos Pinot. Interessante. R$ 149,90. Foi o segundo na preferência.

3-Malborouugh Sun Pinot Noir, Nova Zelândia. Vinho de aromas de frutas silvestres, sabor delicado e muita acidez. R$ 119,90. GA 13,5%. Foi o quarto na preferência.

4-Red Tree Pinot Noir 2014, USA. Vinho bastante aromático com visual vermelho vivo e brilhante e sabores de amora e cogumelos. R$ 124,90. Foi o terceiro na preferência.



Para o jantar tivemos um filet mignon grelhado com risoto de cogumelos e um fettuccine com ragu de costela regados a um Forgeot Bourgogne 2016, GA 13%. Vinho de acidez média, leve tanino e cor rubi intenso. R$189,90. Agradou a todos.





Foi uma noite maravilhosa com muitos aprendizados.
Valeu!
Até agosto,
Vera       

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