In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Vinhos Brancos do Friuli - Venezia Giulia


CLUVINHO - MARÇO 2013
LOCAL - RESTAURANTE GENOVA
TEMA - VINHOS BRANCOS DO FRIULI - VENEZIA GIULIA

Esta degustação é aquela que podemos chamar de completamente diferente de qualquer outra. Primeiro pelas uvas autóctones da região, segundo pela forma de preparação destes vinhos, terceiro por ser a terceira região da Itália em produzir vinhos e alta qualidade, as outras duas primeiras são Piemonte e a Toscana e finalmente por produzir pequenas quantidades e DOCs precisos.



Abrimos a nossa degustacão com um vinho simples da F-VG, do famoso produtor Livio Felluga, importado pela Mistral, SHARIS safra 2009, é um corte de Ribolla Gialla e Chardonnay, produzido em barricas de aço inoxidável com controle de temperatura, colheita manual, maturação de 6 meses, zero madeira e até 10 anos de guarda, cor de casca de lima da pérsia, aromas cítricos, na boca toques cítricos, acidez equilibrada e ótimo frescor, GA - 12,5%, preço R$ 105,30, vinho muito apreciado pelos confrades.


RIBOLLA GIALLA GRAVNER 2005 - Este é um vinho que podemos dizer que não é para qualquer boca, da região Friuli - Collio - Oslavia, sendo que metade dos vinhedos ficam na Eslovenia, classificado como um IGT, 100% de uva Ribolla Gialla, produção de 18.000 garrafas, cultivo natural, colheita manual no final de setembro, após o desengace, as uvas são postas para fermentar espontaneamente em ânforas de terracota, trazidas do Cáucaso, de 2 metros de alturas, enterrados no solo e maceração por 7 meses sem controle de temperatura, apenas realizando periódicas pigeages e após isto são colocadas e cubas de carvalho esloveno por 3 anos, estimativa de guarda 15 anos, o método de vinificação é o mesmo usado a 5.000 anos atrás.
Deixamos oxigenar 90 minutos e mesmo assim se apresentou fechado, de cor rosé amaderado, aromas com uma citricidade leve e especiarias, na boca lembra um Jerez seco, porém muito delicado, mineralidade com longa persistência, GA - 13%, preço
R$ 375,00, importado pela Decanter, vinho premiadíssimo, ficou em terceiro na preferência.

ZIDARICH VITOVSKA 2009 - O produtor é o nome do vinho e Vitovska é a uva autóctone, produzido na região Friuli - Carso - Duino no Prepotto, classificado como um DOC, produção de 10.000 garrafas, 100% da uva Vitovska, colheita manual na ultima semana de setembro, Desengace total, maceração e fermentação em cubas de madeira. Fermentação espontânea a partir de leveduras indígenas, sem controle de temperatura com múltiplas pigeages durante o dia. Malolática e amadurecimento durante 24 meses em carvalho esloveno, guarda até 10 anos. Coloração dourada, não completamente límpida, aroma de pêssego, favo de mel, frutas cítricas, na boca toque de limão com mel, longo final, GA - 12%, preço R$ 216,00, importado pela Decanter, ficou em quarto na preferência, um vinho diferente e interessante.

PINOT GRIGIO DESSIMIS 2006 - O único da noite produzido por uva não autóctone, produzido por Vie di Romans com 100% de uva Pinot Grigio, recebeu RP -91ptos. e WS - 92 ptos., importado pela Mistral, maturação de 7 meses com borras e leveduras e não faz malolática, guarda de até 10 anos, coloração amarelo claro esverdeado, aromas cítricos, na boca muito agradável e fresco com boa persistência, GA - 12,5%, preço R$ 184,10, foi o preferido da noite.

DOLÉE TOCAI FRIULANO 2006 - Do produtor Vie di Romans, produzido com 100% da uva autóctone Tocai Friulana, vinho avaliado com 92 pontos por RP e pela WS, importado pela Mistral, de coloração amarelo claro esverdeado, aromas cítricos e abacaxi, ótimo equilíbrio na boca e muito rico, GA - 13%, preço R$ 176,00, foi o segundo na preferência.

No jantar o João serviu um ótimo risotto de pancetta com radicchio e para harmonizar o vinho servido foi o espanhol Mil Campos Viñas Viejas 2009, da região de Ribera del Duero e avaliado com 92 ptos por RP, GA - 13,5%, preço R$ 49,00.

Taba

sábado, 23 de março de 2013

Habemus Bons Vinhos Argentinos


Credvinho
DATA – 20/03/2013
LOCAL – RESTAURANTE GENOVA


O começo de nossa reunião foi inédito, pois tivemos a oportunidade de curtir junto com a vovó Vera a foto de sua bela netinha Mariana e brindamos à sua saúde.

No início do mês de março o Credidio nos solicitou que pensássemos num tema para a degustação do Credvinho para este mês.Como eu havia acabado de ler um artigo com recomendação de uma longa lista de belos vinhos argentinos, propus o tema.

Por uma grande coincidência poucos dias depois (13/3) o Papa Francisco foi eleito e ele era argentino. Daí, o nome do tema para este mês.

A melhor loja para contemplarmos a listade vinhos foi a Bacco’s de Higienópolis, onde fomos muito bem atendidos.

Para prepararmos o palato e colocarmos a conversa em dia, antes da degustação começamos com um Zuccardi Serie A 2011 - 50% Chardonnay 50% Viognier. É um vinho branco amarelo palha puxando para o dourado e que apresenta aromas de frutas como abacaxi maduro, pêssego, damasco e cítricos. O vinho apresentou frescor, mineral com acidez no ponto certo e um final relativamente persistente. GA – 13,6%. Preço: R$65,40. É um vinho simples e agradável. 
Degustação:



Caro 2007 - Um corte de 60% Cabernet Sauvignon e 40% Malbec, com estilo bem francês. Considerado por muitos um dos vinhos mais elegantes da Argentina. O produtor é a Bodega Caros (Catena & Château Lafite-Rothschild). Parte das barricas de carvalho utilizadas são produzidas no próprio Château Lafite, o que confere ao vinho um acento de Bordeaux. Para Jancis Robinson, o Caro "tem algo vivo de uma boa safra de Lafite que o eleva e distingue de outros Malbec de Mendoza". Para Robert Parker, ele "oferece uma adorável profundidade de fruta e é altamente focado, detalhista e elegante". É de um tinto rubi, com aromas de frutas maduras (ameixa e cereja). Na boca é macio e com taninos redondos e acidez refrescante. GA- 14% - Estimativa de guarda de mais de 10 anos. Preço: R$166,20. Foi escolhido como o melhor vinho da noite.

Kaiken Ultra Cabernet Sauvignon 2009 - Produtor: Kaiken, da região de Mendoza. Este potente tinto mostrou um perfil típico dos grandes Cabernet Sauvignon, com frutas vermelhas e notas de tabaco, em um conjunto elegante e equilibrado. Medalha de Prata no reputado "Internacional Wine Competition". Suas uvas são Cabernet Sauvignon 90% e Malbec 10% . A safra de 2009 recebeu a avaliação WE 91. Estimativa de guarda: 05 anos. GA - 14,5%. Preço: R$78,60. Foi considerado o segundo melhor vinho da noite.

Achaval Ferrer Malbec 2011 - Varietal Malbec. Região:Mendoza ( Luján de Cuyo, Valle de Uco e Medrano). Esse Malbec é a linha de entrada da vinícola Achaval Ferrer. Vermelho púrpura. Nariz sedutor, com grande intensidade e pureza, revelando notas florais, de frutos vermelhos e negros maduros (como cereja e framboesa), especiarias e sutis nuanças de madeira. Boca gostosa, suculenta, densa, com taninos super aveludados, sabores frutados e puros, ótimo frescor e alta persistência. É encorpado sem perder a elegância. Com tempo no copo mostrou ainda mais a sua complexidade. GA – 14,5%. Preço: R$84,10. Foi considerado o terceiro melhor vinho da noite.

Mendel Unus 2007 - É um corte da região de Mendoza, com uvas 70% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon . De cor vermelho intenso com tons violáceos, possui aromas frescos de ameixas, amoras e cerejas pretas e cassis. Notas de madeira como chocolate e caramelo tostado. Na boca, possui taninos finos e redondos. É um vinho estruturado, complexo, elegante e equilibrado. GA – 14%. Preço: R$130,00. Foi considerado o quarto melhor vinho da noite. 

Jantar 

Para o jantar, o João da Genova, preparou duas alternativas: Fettucini com Braciola e Fettucini com Tomate Fresco e Gergelim. Estavam ambos excelentes. Para acompanhar o jantar escolhemos mais um vinho da nossa lista especial de argentinos: La Posta Cocina Blend 2009. É um corte: Uvas: 60% Malbec, 20% Bonarda, 20% Syrah. Um vinho de Mendoza, que mostrou ótima complexidade e um delicioso toque sedoso no palato. Uma ótima relação de qualidade preço: R$47,50.






Foi mais uma reunião prazerosa, da qual com certeza, até o Papa Francisco sairia satisfeito: belos vinhos argentinos, belas massas à moda italiana e um grupo muito coeso e animado. 

Até o mês que vem.
Jair Rodriguez

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Vinhos da Córsega

DATA - 21/02/2013

LOCAL - RESTAURANTE GENOVA

TEMA - VINHOS DA CÓRSEGA

Nesta degustacão (Cluvinho) procuramos colocar uvas autóctone da Córsega e diferentes produtores. Os vinhos da degustação são importados pelo EMPÓRIO SORIO situado na Pompéia, onde há vários produtos da ilha, sendo que Sorio é o nome de uma região da Córsega. O vinho do jantar, também da Córsega, foi importado pela Decanter e considerado o melhor do ano pela Prazeres da Mesa.

Abrimos os trabalhos com um excelente branco, TERRA NOSTRA VERMENTINU 2011, um varietal da uva autóctone Vermentinu, que no continente é chamada de Vermentino, porem possui um aroma e sabor diferente da cepa continental. Cor ouro esverdeada, aroma cítrico e na boca muito agradável com uma acidez equilibrada e toque de mel, GA - 12%, preco R$ 59,30. Agradou a todos.



CUVÉE FELICE NIELLUCCIU 2006 - Um tinto muito complexo, precisa ser decantado, ao longo da degustação foi obtendo um crescimento muito positivo. Produzido por ORENGA DE GAFFORY, na DOC de Patrimonio. é um varietal 100% da uva Niellucciu, que é uma uva autóctone, mas considerada a mesma casta da Sangiovese da Toscana. Um visual grená intenso, no inicio aroma de frutas vermelhas, na boca com o passar do tempo mostrou-se com muita personalidade, maceração de 25 a 30 dias e de 12 a 18 meses em tanques de inox, GA - 13,5%, preço R$ 135,00 e foi o terceiro na preferencia.

ORENGA DE GAFFORY NIELLUCCIU/GRENACHE 2007 - Um tinto com corte de 90% Niellucciu e 10% Grenache, um vinho sem expressão, aroma leve de herbáceos, cor grená, na boca não se mostrou marcante, maceração de 15 a 20 dias e fermentação em tanques de inox após fermentação malolática, GA - 13,5%, preço R$ 115,00 e foi o quarto na preferencia.

UMANI TINTO CABERNET SAUVIGNON/SCIACCARELLU 2011 - Um vinho tinto com corte de 70% de Cab. Sauv. e 30% da uva autóctone Sciaccarellu, que é muito usada para produzir os roses da ilha, com Cinsault, Grenache e Carignan. Cor rubi intenso, aroma de melado e compota de frutas vermelhas, bem equilibrado, durante a degustação sofreu alterações, corpo médio, mas faltou algo, GA - 12,5%, preço R$ 63,00, foi escolhido o segundo da noite.

DOMAINE VILLA ANGELI TINTO 2007 - Um corte de 90% Niellucciu e 10% Grenache, as uvas são vinificadas separadamente, é um AOC Corse da costa oriental, cor grená, aroma herbáceo, na boca toque de madeira, meio corpo, GA - 12%, preço R$ 83,00 e foi escolhido como o melhor da noite.

OBS - Todas as amostras no momento inicial o álcool se mostrou muito marcante e que foi com o tempo equilibrando.

No jantar o nosso amigo João serviu um taglarini ao profumo di bosco, uma bela pasta com funghi porcini, o vinho do jantar foi o PINOT NOIR VdP L'ILE DE BEAUTÉ, produzido por Francois Labet,, 12 meses em barrica de carvalho francês de segundo uso, guarda de 4 anos, GA - 12%. Harmonizou bem com o taglarini. Preço R$ 57,50.

Taba

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