In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Festa de encerramento de 2018

CREDVINHO - NOVEMBRO 2018    

TEMA: FESTA DE ENCERRAMENTO 2018

LOCAL: LOUP RESTAURANTE



Este foi realmente um ano diferente pois tivemos 2 encontros que não se traduziram como degustações: o primeiro foi na minha fazenda em Atibaia e o segundo o nosso último encontro de 2018 quando tivemos o prazer de receber a Leila, esposa de nosso idolatrado Credidio.



Foi uma festa no Loup Restaurante que nos recebeu maravilhosamente bem, e onde comemos e bebemos com muita categoria. Toda a bebida foi escolhida da própria Adega do Loup que é linda e numerosa.

Iniciamos saudando nossos confrades com Chandon Passion Rosé, hoje com a presença de alguns que tem sido raros como Sugi, Jair e Lourdes.





Um belíssimo Albino Armani Vigneto Corvara Pinot Grigio 2017 acompanhou a entrada composta de um spicy tuna e croqueta de jamon.

Para nosso jantar tivemos 3 opções:

  • Gnocchi de batata com creme de trufas negras e cogumelos frescos
  • Prato pescador com emulsão de capim limão e parmentier de espinafre
  • Filet au poivre vert com batatas rusticas





Regadas com o Vale da Raposa reserva 2014, redondo e pronto, aceitando massa, peixe e carne vermelha.

Daí nossa pergunta eterna: peixe com vinho branco? Carne vermelha com tinto? Se analisarmos a composição dos pratos chegaremos à feliz conclusão que podem ser sabiamente acompanhados com um único vinho (talvez dois?), não havendo briga do vinho com nenhum destes pratos. 

E a sobremesa?

Desmaiamos de prazer com uma Dacquoise de chocolate  com castanha de caju, mousse e sorvete de café. Regado a vinho do porto Tawny reserva Fonseca Bin 27

Café (será que precisa?)

Encerramos aqui 2018 com muita fé em 2019.
Que nossos dirigentes sejam honestos a ponto de proteger nossos vinhos. Que assim seja!
Até 2019 após o carnaval!

Vera





quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Alentejo


CLUVINHO - NOVEMBRO 2018

TEMA - ALENTEJO

LOCAL - NOU RESTAURANTE


A reunião ocorreu em 13/11 e a razão da escolha do tema foi o surgimento de novos rótulos, nunca antes provados por nós, desta região de Portugal. Todos os vinhos são importados pela Adega Alentejana. 
Abrimos com o CORTES DE CIMA 2016, da sub-região Vidigueira, produzido pelo enólogo e proprietário dinamarquês Hans Jorgensen, pioneiro em plantar, a partir de 1988, castas tintas nessa área típica de castas brancas. Até 1996 vendia as uvas colhidas para terceiros e, a partir de então, passou a produzir seu próprio vinho. O vinho que tomamos é um corte de 50% Alvarinho, 27% Viognier e 23% Sauvignon Blanc, passa 40% do suco em carvalho francês durante 6 meses, engarrafado em 04/2015, GA - 12,5%, bom aroma, agradável na boca, porem de pouca persistência. Preço: R$ 156,00.

Os vinhos degustados foram:

CLEMENTINA 2012 - Este tinto da sub-região Portalegre, produzido pela Quinta da Chã, inaugurada em 2006, do dono e enólogo Francisco Pimenta. O nome do vinho é uma homenagem a sua avó. Corte de Aragonez e Alicante Bouschet, passa por madeira, muito complexo, elegante, com aromas de frutas vermelhas maduras, taninos presente, boa acidez, GA - 14,5%, preço de R$ 176,10. Ficou em segundo lugar na preferência.

MONTE DOS CABAÇOS COLHEITA SELECIONADA 2010 - Vinho da sub-região Borba. A proprietária Margarida Cabaço plantou as primeiras vinhas em 1992, passando a produzir seus próprios vinhos a partir de 2001. Conta com a assistência da renomada enóloga Susana Esteban. As uvas são pisadas parte em lagar e parte em cubas. Corte de Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Aragonez, passa 6 meses em carvalho francês, um vinho agradável, porem estava competindo com vinhos de peso, GA - 14,5%, preço de R$ 156,20. Ficou em quarto lugar na preferência.

TIAGO CABAÇO ALICANTE BOUSCHET 2015 - Da sub-região de Borba, produzido pela enóloga Susana Esteban. A vinícola TIAGO CABAÇO WINES iniciou a sua produção em 2004, sendo seu proprietário, Tiago, muito jovem na ocasião.  O vinho é um monovarietal da casta Alicante Bouschet, dos quais são produzidos apenas 3.600 garrafas. Recebe afinamento em carvalho francês e depois na própria garrafa; as uvas são pisadas em lagares. Um vinho elegante, com presença marcante de frutas vermelhas e de cor grená escuro, GA - 15%, preço de R$ 176,30. Ficou em terceiro lugar na preferência.

EA RESERVA 2015 - Vinho tinto produzido pela renomada Fundação Eugenio Almeida, um ícone do Alentejo, da sub-região de Évora, que conta como enólogo o premiado Pedro Baptista. A fundação comprou esta vinícola histórica e centenária em 1869 e são os produtores dos famosos Pera Manca e Cartuxa, entre outros. Esse vinho é um corte de Alicante Bouschet, Aragonez, Syrah e Touriga Nacional, passa por barris americanos e franceses; um vinho que dispensa qualquer comentário, GA - 14%, preço de R$ 161,20. Foi escolhido como o melhor da noite.



No jantar tivemos como entrada um mix de folhas e duas opções excelentes de pratos principais: Penne ao pomodoro com azeitonas preta, manjericão e mussarela de búfala ou Paleta de cordeiro ao molho do assado com purê de batata. O vinho para acompanhar este maravilhoso jantar foi o EA 2016 tinto, de um maravilhoso custo/benefício. É um corte de Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet, Syrah e Castelão, GA - 13,5%, preço de R$ 84,70. Para muitos dos confrades não deixa nada desejar se comparado ao EA Reserva.

Cred não nos abandone

Taba

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Chile

CREDVINHO OUTUBRO 2018

LOCAL: RESTAURANTE E IMPORTADORA RAVIN

TEMA: CHILE


Esse tema foi poucas vezes abordado pelo nosso grupo abordou apesar da proximidade com este país e da facilidade em adquirirmos bons vinhos.

O Chile é o único país no mundo que possui 200.000 hectares de vinhedos cultivados com raízes próprias (sem enxerto americano), pois não foi atingido pela praga de filoxera graças às características de seu solo arenoso que impediu a fixação do vírus na raiz da planta. Hoje a produção chilena se preocupa muito com a qualidade dos vinhos e as principais regiões são: Valle do Maipo, Aconcágua, Colchágua e Casablanca.



Iniciamos com um espumante Valdivieso Brut, vinícola do Valle do Curicó, entre os Vales do Maule e Colchágua, 50% chardonnay, 20% pinot noir e 30% sémillon, GA 12%. Aromas muito frescos de frutas, boa perlage e ótimo custo/benefício, R$ 69,30.

Optamos por degustar 3 vinhos e acompanhar o jantar com 2 outros, todos com boa qualidade.

1. Single vineyard 2011, Valdivieso, Vale do Colchágua, 100% cabernet franc, GA 14%. Produzido em vinhas velhas, permitindo de 10 a 15 anos de guarda. R$ 202,13. Foi escolhido em terceiro lugar.

2. Protegido,Vina Maipo e Concha Y Toro, 2013, 100% cabernet sauvignon, GA 14,5%, 20 anos de guarda, R$ 460,00. Este vinho estava em oferta e nos custou a metade. Vinhas Velhas com orientação de Paul Robins. Um cabernet sauvignon típico. Foi escolhido em primeiro lugar.

3. Caballo Loco Grand Cru Apalta 2013, Vina Valdivieso, 50% cabernet sauvignon, 50% carmenère, GA 14,3%. Elegante, bem estruturado e equilibrado. Foi escolhido em segundo lugar.




Para jantar tivemos 3 opções: a primeira, uma massa com abobrinha e camarões salteados no vinho branco; a segunda, uma massa com azeitona preta, prancheta, mussarela de búfala, molho de tomate fresco e a terceira, uma paleta de cordeiro. Os pratos feitos pelo Pasquale estaam muito bem apresentados e deliciosos.

No jantar degustamos 2 vinhos: a paleta de cordeiro, exigindo um vinho mais encorpado, ficou melhor com o Valdivieso Grand Reserva Carmenère 2013, GA 14%. Já as massas, mais leves, harmonizaram melhor com o Valdivieso Grand Reserva Pinot Noir 2013, GA 14%.

Achamos interessante degustarmos vários vinhos de uma mesma vinícola, Valdivieso, para analisarmos com maior riqueza as diferentes cepas.

Nesta noite tivemos a felicidade da presença do nosso querido Sugi que nos presenteou, em nome da Leila, com livros e quadros que pertenceram ao nosso querido mestre Credidio.



Foi uma noite inesquecível.
Até novembro.

Vera

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