In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sei lá

CLUVINHO - AGOSTO 2018

TEMA - SEI LÁ

LOCAL - PIMENTEL BISTRÔ

Não tinha a menor ideia do que fazer quando da convocação para nossa reunião de agosto. Uma luz se fez quando, no dia 04/08, caiu em minhas mãos o encarte do dia 30/07 da ÉPOCA no Valor Econômico. Continha uma reportagem intitulada CHÂTEAU DU CERRADO, sobre quatro vinícolas do cerrado de Goiás, com reportagem de Gabriela Valente, conhecida, mas não parente. Fiquei estusiasmado pois já sabia da boa avaliação feita pelo sommelier Manoel Bento. 

Faltava localizar onde esses vinhos eram vendidos. Foi trabalhoso, pois só os encontrei em lojas de Goiás (Goiânia e Anápolis), mas valeu a pena. Essa minha opinião foi compartilhada por todos os participantes da reunião. Quero ressaltar que apenas duas das vinícolas já estão produzindo vinhos de qualidade; a terceira disponibilizará o primeiro vinho em janeiro de 2019 e a quarta ainda não tem previsão. Todas estão usando a técnica de poda invertida. No final, quando eu contei a origem dos vinhos, foi uma surpresa geral pois não esperavam um vinho com tanta qualidade vindo daquela região.

Abrimos a noite com um excelente rosé BERNE IGP ESPRIT MEDITERRANÉE 2016, importado pela Grand Cru; francês da Provence, produzido pelo Chateau de Berne, não passa por barricas de madeira, um corte de Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsault e Grenache, bem frutado (berries), GA - 12,5% e preço R$ 90,00

Os vinhos degustados foram:

INTREPIDO 2014 - Da região de Cocalzinho, Goiás, situado a 129 km de Goiânia, produzido pela Fazenda Pirineus Vinhos e Vinhedos, sendo o seu proprietário o Dr. Marcelo Souza, médico e sommelier. Colheita feita em agosto e setembro, um corte de 87% Syrah e 13% Tempranillo, passa 11 meses em barricas novas de carvalho francês, vinho elegante competindo e superando muitos dos vinhos do Velho Mundo com preço na faixa de R$ 200,00. GA - 14,5% e preço R$ 110,00. Quem vende é a Enoteca Brasil de Anápolis. Ficou em primeiro lugar na preferência.

MURALHA 2016 - Produzido em Paraúna, Goiás. A primeira safra desse vinho foi lançada em novembro 2017. Produzido por Vinícola Serra das Galés, proprietário Sebastião Ferro, corte de 60% Syrah e 40% Touriga Nacional, estagia 7 meses em carvalho francês e americano e 6 meses na garrafa. Um vinho muito jovem com uma acidez elevada, que ao longo tempo foi se tornando mais agradável. Tanino marcante no início e menos agressivo ao longo da degustação. Vinho com potencial. GA - 12,2%, R$ 140,00, vendido pela Casa Nova Suíça em Goiânia. Ficou em quarto na preferência.

ALMAUNICA RESERVA SYRAH 2014 - Excelente vinho de Bento Gonçalves, produzido pela Vinícola Almaunica, fundada em 2008 e dirigida pelas irmãs gêmeas Magda e Marcia. Caves subterrâneas a 9 metros de profundidade, conservando a temperatura estável o ano todo. O vinho é um varietal 100% Syrah, passa 20 meses em barrica de carvalho francês e americano, meio a meio, sendo metade nova e metade de segundo uso. Um vinho agradável, sem defeito, superior a muitos vinhos sul-americanos. Vale a compra! GA - 13,5%, R$ 96,00. Ficou em terceiro na preferência.

BANDEIRAS 2015 - Este vinho é produzido também pela Fazenda Pirineus Vinhos e Vinhedos, e tem esse nome em homenagem aos bandeirantes que chegaram naquelas terras em 1727. É um corte de 87% de Barbera e 13% de Tempranillo, 6 meses em carvalho francês e americano, um vinho muito estruturado e volumoso. Para mim o melhor. GA - 15%, R$170,00, vendido pela Enoteca Brasil. Foi o segundo na preferência.



No jantar foi servido o Veo Grande Reserva 2016, um chileno simples, ótimo para o dia-a-dia, produzido pela Errazuriz Ovalle no Vale de Colchagua, 100% Carménère, passa 8 meses em barrica, GA - 13%, preço R$ 50,00, é encontrado em vários distribuidores aqui em SP. 
Para jantar tivemos duas opções de entrada, sendo que a mais pedida foi a ótima abobrinha recheada com queijo gorgonzola; como prato principal tivemos 3 opções sendo o mais pedido foi o Medalhão de filet mignon ao molho de queijo gorgonzola com arroz de passas e como sobremesa havia profiteroles ou abacaxi ao natural. Tudo com a qualidade Pimentel Bistrô.

Cred não nos abandone

Taba

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Cinema como inspiração

Credvinho - agosto 2018

Tema - Cinema como inspiração

Local - Modi


O cinema foi nossa inspiração para a seleção dos vinhos do mes; muitos filmes serviram para despertar o imaginário de sabores e odores de nossa enogastronomia.

Como o tema exige, uma deliciosa pipoca foi o acompanhamento de nosso vinho de boca. Não existe cinema sem pipoca! Pipoca harmonizada com um maravilhoso “Le Premier Rendez Vous” de Languedoc –Roussillon, uva Cinsault, 2017, vinho rosé frutado, fresco, com notas florais e cítricas. Na boca leve, com boa acidez. Não passa por carvalho. Importado pela World Wine. R$ 68,00. Excelente custo/beneficio.






Os filmes escolhidos foram:

1. Vicky Cristina Barcelona
Vinho: Mas des Mets do Mont Sant 2016, wine.com, R$ 72,64. Produtor: Cellers Unió na região de Montsant, GA 13,5%. Nos remete à Catalunha, comunidade autônoma, onde o vinho tem importância absoluta, considerado um tesouro real. As uvas Garnache, Carignan, Tempanilho e Merlot. Aromas de frutas vermelhas, corpo leve, acidez e taninos agradáveis e macios. Ficou em quarto lugar na preferência.

2. O Segredo de Santa Vitoria
Vinho: Montepulciano d'abruzzo Casale Vecchio DOC, 2014, R$ 143,00. Vamos agora para a região de Abruzzo, na Itália central onde a uva Montapulciano é cultivada, dando origem a vinhos de sabor leve, baixa acidez, taninos suaves e coloração escura. GA 14%, com envelhecimento em barris por 6 meses. Ficou em segundo lugar na preferência.

3. Saint Amour - Na Rota do Vinho
Vinho: Domaine Hospices de Beaune, 2014. Com esse filme nos transportamos para a França na região da Borgonha, onde as cepas Gamay e Pinot Noir são utilizadas na fabricação dos vinhos tintos. GA 12,8%, vinificado em tanques de aço e barricas de carvalho. R$124,00. Ficou em terceiro lugar na preferência.

4. The Vinters Luck
Vinho: Sileni-Cellar Selection Pinot Noir Hawke's Bay 2014, Mistral, R$ 136,81. Vamos para Nova Zelândia, com uvas Pinot Noir, GA 13,5%. Vinho de cor rubi com sabor de frutas negras e taninos densos. Elegante com boa relação custo/beneficio. Ficou em primeiro lugar na preferência.



Para o jantar tivemos: varenique sbagliato e presunto crocante, risoto de parmesão com tiras de filet mignon, harmonizado com o Premier Rendez-Vous, Pinot Noir, 2105, em um ambiente agradável com serviço ótimo!



Voltaremos outras vezes.
Vera

sábado, 28 de julho de 2018

Tintos do Vale do Loire


CLUVINHO - JULHO 2018

TEMA - TINTOS DO VALE DO LOIRE

LOCAL - CLUB A. PAULISTANO

Nossa reunião ocorreu dia 25/07 com vinhos tintos do Loire, cuja uva emblemática é a Cabernet Franc. Foi o Cardeal Richelieu que a trouxe da Espanha e escolheu a região por estar próxima de Paris. Até hoje são os vinhos mais consumidos na capital francesa. 

O Vale do Loire é a terceira maior região produtora da França, atrás apenas de Bordeaux e do Vale do Rhone, e é constituída por pequenos vinicultores que produzem vinhos AOC distribuídos em 55% de brancos, 24% tintos, 14% rosés e 7% espumantes.

O Vale do Loire é dividido em 4 segmentos: 
1. Pays Nantais: na costa atlântica, região da uva Melon da Bourgogne e dos famosos Muscadet
2. Anjou-Saumur: da uva Chenin Blanc 
3. Touraine: melhores tintos de Cabernet Franc ou Breton na região Chinon e os famosos Vouvray 
4. Loire Central: dos Sancerres e Pouilly Fumè e dos tintos com Pinot Noir e Gamay

Abrimos com o Rosè de Loire 2015, importado pela Mistral, produzido por Domaine Baumard, um corte de Cabernet Franc e Grolleau, do segmento Anjou-Saumur (Angers), GA - 11%, R$ 115,00. Um vinho leve, fácil de beber e com custo/benefício não vantajoso.



Degustação:

1. SAUMUR-CHAMPIGNY 2012 - Produzido por Domaine Guy Saget, famoso por seus Sevre-Maine sur Lien, importado pela Mistral, 100% Cabernet Franc, do segmento Anjou-Saumur, é trabalhado em tanques abertos, remoulage diária, fermentação malolática, de visual claro como um Pinot Noir, GA - 12,5%, R$ 153,00. Leve com pouca expressão. Ficou em quarto na preferência.

2. CHINON 10 PLUS BELLES PIECES 2010 - Produzido por Foucher Lebrun, importado pela Casa Santa Luzia, 100% Cabernet Franc, do segmento Touraine (Chinon), passa 12 meses em carvalho francês, GA - 12,5%, R$ 129,00. Vinho muito agradável e delicado, com personalidade; cresceu bastante ao longo da degustação ficando quase empatado com a terceira amostra. Ficou em terceiro na preferência.

3. CHINON CUVEÈ TERROIR 2011 - Produzido por Domaine Charles Joguet, importado pela Mistral, WS - 91, 100% Cabernet Franc, do segmento Touraine (Chinon), cinco dias de maceração com as cascas e 10 meses em tanques de aço, GA - 13%, R$ 245,00. Vinho com muita personalidade. Ficou em segundo na preferência.

4. CLAU DE NELL 2012 - Produzido por Anne Claude Leflaive, um AOC Orgânico Biodinâmico, colheita manual, 100% Cabernet Franc, do segmento Anjou-Saumur (Anjou), passa 18 meses em barris da Borgonha de segundo uso, vinhas de 35 a 40 anos idade, com taninos leves e agradável, GA - 12%, R$ 240,00. Ficou em primeiro lugar na preferência.

No jantar foi servido um ótimo carrè de cordeiro com risotto de brie e peras. Para harmonizar o vinho escolhido foi o LES GRANS JARDINS 2015, importado pela Casa Santa Luzia, com excelente custo/benefício, produzido por Foucher Lebrun, 100% Cabernet Franc, do segmento Touraine (Chinon), GA - 12,5%. Não passa por madeira, muito fácil de acompanhar prato de carne e agradou muito os confrades.

Cred não nos abandone

Taba

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