In Memoriam Credidio Rosa (4/9/1938 - 6/8/2014)

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Vinhos de Israel

 

CLUVINHO – MAIO DE 2024

TEMA – VINHOS DE ISRAEL

LOCAL - Dell’Arte Ristorante

 

No dia 8 de maio de 2024 nos reunimos no Dell’Arte Ristorante, em Moema, para uma degustação com tema “Vinhos de Israel”, cuidadosamente elaborada e coordenada por nosso confrade Domingos Malerbi. O material utilizado nesta nota é baseado em suas pesquisas.

 

Contexto:

 A região onde atualmente se encontra o Estado de Israel é considerada por muitos o berço da produção de vinhos, elaborando alguns dos mais celebrados da antiguidade. Estudos arqueológicos encontraram recentemente ruinas de uma vinícola, com utensílios de produção de vinho, que funcionava há 1.500 anos.

Embora a produção tenha sido interrompida durante quase dois milênios, ela foi retomada com a volta dos judeus à região, a partir do século XIX, principalmente para fins religiosos. Mas a revolução qualitativa dos vinhos israelenses somente ocorreu na década de 1980, com o plantio de variedades nobres de uvas em terroirs de clima mais fresco.

Hoje, apenas 15% da produção é voltada a vinhos exclusivos para cerimônias religiosas e os melhores produtores conseguem talhar vinhos de qualidade bastante elevada.


Vinho de boca:

O vinho de boca foi um Mount Hermon White 2022, Sauvignon Blanc. Produzido por Golan Heights Winery, na Região das Colinas de Golan. GA 13,5%. Apresenta notas aromáticas de frutas de goiaba, melão, abacaxi e limão, todas complementadas por uma agradável mineralidade, corpo médio, saboroso e refrescante. Muito apreciado pelo grupo. Adquirido de Casa Santa Luzia por R$ 213,00.

Vinhos da degustação:

  1. Mount Hermon Red, 2022, corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Cabernet Franc e Petit Verdot. Produzido por Golan Heights Winery, na região das Colinas de Golan, Galileia. Vinificação e amadurecimento em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada. Cor vermelho-rubi profundo. Aroma bastante intenso e franco, com notas de frutas vermelhas e negras maduras, fruta em passa, especiarias, como pimenta negra, ervas, chocolate, grafite e terra úmida. Sabores de cereja e frutos silvestres, além de notas complexas de ervas, especiarias, violetas e terra.  GA 14%. Adquirido de Casa Santa Luzia, por R$225,00. Foi o segundo na preferência do grupo. Curiosamente este mesmo vinho, porém da safra 2017, foi degustado na reunião de 21/11/2029, “Vinhos do Oriente Médio”, quando também obteve a segunda colocação.
  2. Barkan Platinum 2020, Cabernet Sauvignon. Produzido por Barkan Wine Cellars, Alta Galileia.  Provém de barris com características únicas, separados da produção anual, que continuam a envelhecer por 18 meses até que estejam prontos para lançamento como Barkan Platinum. Vermelho escuro, com aromas de amoras, cerejas negras, notas de carvalho torrado, noz-moscada, ervas frescas e folhagem verde. Na boca, médio a encorpado, concentração agradável, suculentas frutas negras, roxas e azuis sobressaem, notas de grafite e alcaçuz, notas de especiarias, manjericão e tabaco. Acidez média-plus; taninos equilibrados, evoluindo para um final longo e enchendo a boca. GA 14%. Adquirido de Casa Santa Luzia por R$ 206,00. Foi o primeiro na preferência do grupo.
  3. Barkan Classic 2021, Shiraz. Produzido por Barkan Wine Cellars, Samson (Samaria). Apresenta cor rubi violeta profundo e aroma complexo de erva-doce, cerejas pretas e especiarias apimentadas. Corpo médio, com excelente sensação na boca de taninos finos de textura aveludada misturados em harmonia para criar um vinho suave e elegante. GA 13%. Adquirido de Casa Santa Luzia por R$ 144,00. Foi o quarto na preferência do grupo.
  4. Gamla Pinot Noir 2022. Produzido por Golan Heights Winery, Colinas de Golan.  Vinificação em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada. Feito exclusivamente com uvas cultivadas em alta altitude, solo vulcânico e clima frio, exibe características de frutas maduras e um toque de fumaça.  Amadurecimento em Barrica Francesa por 7 meses. Vermelho cereja brilhante. Notas aromáticas de framboesa, cereja, violetas, maçã vermelha, especiarias. Corpo leve a médio e caráter varietal clássico, boa acidez e taninos sedosos. GA 13%, Adquirido de Casa da Bebida (Goiânia) por R$ 130,00. Foi o terceiro na preferência do grupo.        

Vinho do jantar:

Dalton Estate M 2020, Cabernet Sauvignon. produzido por Dalton Winery, na Alta Galileia, Tonalidade escura, rico e bem equilibrado. O vinho é envelhecido em barricas de carvalho francês e americano por cerca de 9 meses. Características de frutos do campo como groselhas, bagas e hortelã, complementadas com sutis sabores de baunilha e carvalho. GA 14%. Adquirido por R$147,00 na Casa Zilanna (Higienopolis).

 

Vinhos da degustação, na ordem de preferência:

 


Para jantar tivemos como opções Escalope de Filé Mignon com Risoto de Parmesão e Rúcula ou Gnocchi ao Molho de Tomate e Manjericão.



Até a próxima!

 

domingo, 11 de dezembro de 2022

Vinhos do Veneto

 Tudo pronto para a degustação de março de 2.020 e a Pandemia de Coronavirus chegou e tudo foi cancelado.

O local reservado era o NOU da Rua Ferreira de Araújo e os vinhos do Veneto que beberíamos eram (podem babar a vontade pois já bebi quase todos):

Vinho de boca: Soave DOC Clássico

Degustação: Valpolicella Classico Speri, Ripasso Speri, Apassimento Sant'Urbano e Amarone Campagnola

Jantar: Bardolino Campagnola Magnun

A proposta era iniciarmos com o Valpolicella Clássico e ir caminhando pelos diferentes tratamentos que o Valpolicella sofre até chegar no Amarone, passando pelo Ripasso e Apassimento.

Precisamos voltar ao tema.

Paulo Sergio


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Conhecendo novas cepas

CREDVINHO - FEVEREIRO 2020

TEMA - CONHECENDO NOVAS CEPAS 

LOCAL - NOU VILABOIM - HIGIENÓPOLIS


Nosso encontro de fevereiro foi realizado no restaurante NOU de Higienópolis com o tema: "Conhecendo novas cepas".

Sabemos que existem 1200 cepas da categoria Vitis Vinífera e que em todo o mundo utilizam-se, em geral, somente 20 delas. Daí nosso interesse em conhecer mais algumas, sendo, portanto, todos os vinhos 100% varietais.

Resumo: 

Vinho de Boca: cepa Zibibbo ou Moscato de Alexandria
1- Cepa Mencia
2- Cepa Nero di Troia
3- Cepa Cinsault
4- Cepa Carignan
Vinho do Jantar: Cepa Malvasia Nera

Vamos aos detalhes:

Vinho de boca:

Barone Montalto Collezione di Familia ZIBIBBO, Terre Siciliane IGT 2018, produzido por Barone Montalto. Cepa Zibibbo ou Moscato de Alexandria, Sicília, Itália, GA 12,5%, R$ 99,90 na Grand Cru.

Vinho para se beber jovem. Cor amarelo dourado. Aromas de frutas exóticas e flores e sabor intenso de frutas maduras. Acidez e frutado acentuados. Harmoniza-se com atum em crosta de gergelim.

Variedade muito antiga cultivada nos países Mediterrâneos não havendo relação do seu nome Moscato de Alexandria com a cidade de Alexandria no Egito. O nome Zibibbo vem do árabe Zabib que significa uva passa por apresentar alta concentração de açúcar adaptando-se muito bem ao calor e à seca. Folha em forma de trevo, cacho volumoso, casca grossa. Maturação tardia. Muitas propriedades organoléticas. Os vinhos mais conhecidos são os vinhos doces: na França (Muscat de Rivesaltes),na Itália (Passito de Pantelleria), na Espanha (Moscatel de Alexandria),em Portugal (Moscatel de Setúbal) e no Chile compõe o destilado Pisco. A Unesco, em 26/11/2014, declarou o cultivo da pantelleria em pequenas arvores (alberello) como “Patrimônio imaterial da humanidade”.
É por estas razões que iremos conhecer um vinho seco, raro desta cepa.

Vinhos da degustação:

1- Petit Pittacum 2016, produzido pela Pittacum de Bierzo, Espanha. Cepa: Mencia. GA 13,5%. R$ 116,00 na Kylix.

Uvas cultivadas em vinhedos centenários segundo a viticultura orgânica. A fermentação alcoólica se faz em tanques de inox e o vinho matura em barricas de carvalho.
É uma vinícola moderna, inaugurada em 1999, e seu maior tesouro são os vinhedos antigos da casta Mencia. Ela possui 12 hectares próprios e 250 parcelas em diferentes zonas. Cada parcela é vinificada separadamente e depois se compõe a mescla ideal.
Pittacum privilegiou os vinhedos de encostas, solos profundos e bem drenados compostos de argila, areia e xisto. Durante a colheita há 2 seleções de cachos dando origem a vinhos irrepreensíveis.
Esta cepa é característica da Península Ibérica, encontrando-se na Espanha com o nome de Mencia e em Portugal como Jaen na região do Dão.
Pele grossa, azul violeta. É vigorosa e exige cuidado do viticultor para conter sua extraordinária produtividade. Amadurece cedo e está bem adaptada ao clima marítimo da região, com chuvas no outono.
Os vinhos desta casta eram muito rústicos antigamente, com taninos agressivos. Hoje, apresentam taninos mais suaves porem marcantes sendo vinhos mais macios e refinados.
Aromas de framboesa e cereja e um caráter herbáceo de hortelã e tomilho.
Em solos de granito e xisto produz um toque mineral e em solos de argila há referência à terra.
Este vinho fica mais fresco se submetido a maceração carbônica quando uvas inteiras são submetidas a um ambiente rico em gás carbônico e quase sem oxigênio.
Já houve certa confusão entre Mencia e Cabernet Franc, que alguns especialistas afirmavam ser a mesma variedade, mas estudos genéticos provam ser pura especulação.
Harmoniza-se com lombo suíno e comida mexicana.

2- Gelso Nero di Troia 2015, produzido por Podere 29 na Puglia, Itália. Casta: nero di troia. GA: 13%. R$ 123,00 na Kylix.

Vinho de uvas colhidas manualmente nas primeiras horas da manhã, o mosto passa pela fermentação malolática e envelhece por 8 meses em barris de carvalho e na garrafa.
Podere 29 é uma vinícola com certificação orgânica com ICEA da região da Puglia.
Vinho de alta qualidade, com aroma intenso.
Originário da cidade de Troia na província de Foggia na Puglia não tendo nenhuma relação com a cidade Grega de Troia.

Cepa de alta qualidade com muito aroma. Vários sinônimos como sommarello e uva di Troia.
Amadurecimento tardio e pouca resistência às pragas.
Vinhos com tanino acentuado, frescor somente nos vinhos jovens.
Geralmente blended mas surpreende como varietal: aromas de camomila, verveine, taninos suaves e um final seco e persistente.

3-Di Martino Viejas Tinajas D.O., 2016, Itata, vinhedo Guarililhue, Chile. Cepa: Cinsault. GA 12,5%. R$ 177,00 na Kylix.

O Vale do Itata, no sul do Chile, é uma das regiões mais antigas do país. La CAUSA é um projeto que tem como objetivo resgatar uma variedade de uvas ancestrais. Representa um patrimônio histórico-cultural importante e é responsável por 8% da produção do vinho no país.
Os vinhos são de coloração vermelho granada e no olfato sensação de frutas vermelhas silvestres como morango, groselha.
No paladar taninos finos suavemente amadurecidos e final de boca longo, aromático e agradável.
Sua origem é na região de Languedoc- Roussillon, sul da França, onde faz parte do blend com Grenache, Syrah, Mourvedre e Carignan. Sua missão é oferecer suavidade, flexibilidade, leveza e aroma.
Está presente em muitos vinhos de denominação controlada como Chateauneuf du Pape. Na Itália, onde se encontra bem adaptada, chama-se Ottavianello; na África, Hermitage e assim são os 102 nomes pelos quais é conhecida.
Variedade que se adapta a climas quentes. As videiras tem alto rendimento, sendo o dobro da Pinot Noir.
Os Cinsault produzem também bons vinhos rosés.
Vinhos sinônimos de comida Mediterrânea e azeite de oliva: frutos do mar, legumes marinados e carnes temperadas com alecrim.

4- Grotta Rossa Carignano del Sulcis DOC 2014 da Cantina Santadi, Itália. GA 14%. R$ 139,00 na Kylix.

Vinho intenso com aromas de framboesa e fruta vermelhas, sabor de chocolate, carvalho e tabaco. Corpo médio, acidez correta.
Uva autóctone da Sardenha onde é conhecida como Mazuelo. Provavelmente de origem Espanhola (Cariñena).
Hoje produção de vinhos de maior qualidade: DOC Carignano del Sulcis
oferece cor, tanino e acidez mas dificilmente aroma e elegância .São vinhos escassos de aroma e gosto.
Difícil cultivo e sensível a pragas e insetos.
Maturação tardia. A maceração carbônica gera vinhos novos e discretos.
No Chile temos bons exemplos de Carignan varietal. Harmonização com paleta de cordeiro.

Vinho do jantar:

Vinho Conte di Campiano, Paolo e Carlo, classe 1966, Malvasia Nera, IGT  2014. GA 15%.  R$ 109,00  na Kylix.

Cor vermelho intenso com reflexos granada.
A uva Malvasia Nera também conhecida como Black Malvasia é a variante mais escura entra a família Malvasia.
Extremamente aromática e graças à sua pela fina pode ser utilizada na elaboração de bons vinhos espumantes, secos, doces e rosés.
São geralmente vinhos de corte mas existem ótimos varietais.


 

A escolha do grupo foi: 2,4,3,1. Realmente a cepa Nero di Troia produz vinhos espetaculares.

Para o jantar 3 opções:
ST. Peter ao molho de alcaparras, amêndoas e passas com purê de batata;
Risoto e cogumelos ao azeite de trufas,
Spaghettini com camarão com abobrinha, shitake e tomates frescos.

Foi nosso primeiro encontro do ano e, sem dúvida, estávamos saudosos pois a reunião foi além das 23 horas.
Em março tem mais.
Até lá,
Vera

Vinhos brancos de uvas das quais a gente nunca lembra o nome

CLUVINHO - FEVEREIRO 2020

TEMA -VINHOS BRANCOS DE UVAS DAS QUAIS NUNCA LEMBRA O NOME 

LOCAL - NOU VILABOIM


2020! Cheers! Prost! Cin Cin! Kanpai! Salud! Santé! Le Chaim! Saúde! Tim tim! Dia 18 de fevereiro brindamos ao novo ano!

Foi também uma festa pré-carnavalesca pois o carnaval seria na terça-feira seguinte.

Mesclamos novidade e tradição na primeira degustação de 2020. O restaurante foi o Nou que já nos acolheu em diversas ocasiões, mas em um novo local, perto da Praça Vilaboim em Higienópolis.

E vinhos brancos! Só brancos!!!! Todos comprados na Casa Flora com 15% de desconto nos valores informados abaixo.

Iniciamos com um espumante português Filipa Pato 3B, da vinícola da Filipa Pato da Bairrada. O 3B do rótulo vem do local (Bairrada) com as uvas (Biga e Bical).  GA 12%. R$ 119,90.

Degustamos:

1.Reguengos DOC Reserva 2016 da vinícola Carmim, Alentejo, Portugal. Uvas: Antão Vaz e Arinto. GA 13%. R$ 86,90. Ficou em segundo lugar na preferência.

2.Gran Reserve Cru Cairanne 2018 da Cave Cairanne, sub-região de Cairanne, Cote de Rhone, França. Uvas: Grenache Blanc, Roussanne, Clairette e Bourboulenc. GA 14%. R$ 109.90. Ficou em terceiro lugar na preferência.

3.Pipolli 2018 da Vigneti del Vulture, Basilicata, Itália. Uvas Greco e Fiano. GA 12% R$ 78,50. Ficou em primeiro lugar na preferência.

4.Font Jui 2015 da Gramona, Catalunha, Espanha. GA 12%. R$ 223,87. Ficou em quarto lugar na preferência.




O jantar com as opções de Salmão ou Saint Peter foi acompanhado pelo Marques de tomares Gran Reserva da vinícola Marques de Tomares, Rioja, Espanha. GA 13%. R$ 197,90. Foi o melhor vinho da noite de acordo com muitos dos convivas.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Espumantes

CLUVINHO - DEZEMBRO 2019

TEMA - ESPUMANTES

LOCAL - Grand Cru Moema


Na noite do dia 17 nos reunimos para a tradicional degustação de espumantes de dezembro no restaurante da Grand Cru de Moema. Os vinhos foram todos comprados no local, com exceção do Montaudon, adquirido no WorldWine.

Iniciamos com o Espumante Victoria Geisse Extra Brut Vintage Rosé, da região de Pinto Bandeira, Serra Gaúcha, Brasil. 100% Pinot Noir. Com coloração cereja claro, este espumante rosé traz boa formação de espuma em taça, assim como excelente perlage. Isso resultante dos 12 meses em contato com as leveduras depois da segunda fermentação em garrafa, o chamado método tradicional, mesmo utilizado em Champagne. Apresenta intensidade aromática que remete a frutas vermelhas e ganha notas de especiarias conforme vai passando mais tempo em taça. Sua acidez vibrante e refrescante, persistência acentuada, bem como sua boa estrutura são excelentes para quem procura equilíbrio na hora de harmonizar aperitivos, tortas, quiches e massas com molho leve. GA 12%. Foi muito apreciado pelos presentes. R$ 79,90.

Degustamos: 

1.Espumante Victoria Geisse Extra Brut Vintage Reserva, região de Pinto Bandeira, Serra Gaúcha, Brasil. 75% Chardonnay e 25% Pinot Noir. Contato de 24 meses com as leveduras depois da segunda fermentação em garrafa, método champenoise. De cor amarelo palha com reflexos esverdeados, possui o frescor das notas cítricas ao lado dos aromas de mel, damascos e amêndoas. O perlage intenso e persistentes se transforma em cremosidade no paladar. Com boa estrutura, o vinho tem boa acidez, sofisticação e equilíbrio, mostrando o potencial do Brasil para a produção de grandes espumantes. No nariz mel, damasco e amêndoas. Ótimo para harmonizar canapés massas com molho branco, queijo branco e frutos do mar, é excelente para ser servido em festas, recepções e vernissages. GA 12%. R$ 99,90. Ficou em segundo lugar na preferência do grupo.

2. Espumante Gramona La Cuvee Brut, 2015, da região de Barcelona, Espanha. 50% Xarel·lo, 50% Macabeo. Em boca é macio, de médio corpo e com retro gosto cítrico, com notas de maçã. Final longo e refrescante. De cor amarelo claro e intensidade média, apresenta elegantes notas florais, associadas a frutas de caroço, como pêssego e damasco. O frescor se deve a casca de limão e um leve toque de amêndoas cruas. Espumante versátil, harmoniza com embutidos, carnes brancas e frutos do mar. GA 12%. R$ 159,90. Ficou em quarto lugar na preferência do grupo.

3.Champagne Montaudon, Epernay, França. 45% Pinot Noir, 35% Chardonnay e 20% Pinot Meunier. A Maison Montaudon teve início em 1891 quando o mestre de cave Auguste Louis resolveu usar seus conhecimentos para elaborar seu próprio vinho, na região de Epernay. Há quatro gerações que a família controla toda a produção. Sua qualidade e tradição despertaram o interesse do grupo de luxo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy), da qual faz parte desde 2008. Vinte por cento do vinho base amadurece durante vários meses em barricas de carvalho. Método champenoise. A coloração é amarelo palha brilhante e a perlage é persistente e abundante. Os aromas são discretos e remetem às frutas frescas maduras com algum acento cítrico e uma ponta de leveduras. Na boca é seco sem ser austero, tem boa “pegada” e uma boa sugestão de maturidade. Seu frescor é um dos seus maiores destaques. Tem alguma cremosidade com persistência adequada e um discretíssimo amargor. GA 12%. R$ 174,05. Ficou e primeiro lugar na preferência do grupo.

4. Espumante André Delorme Crémant de Bourgogne Brut, Borgonha, França. Os solos de argila e calcário são os que melhor expressam os aromas das uvas da Borgonha, e foi neste tipo de formação que cresceram as uvas que deram origem a este espumante. Pinot Noir, Chardonnay, Gamay e Aligoté se juntam em proporções ideais para criar um exemplar de personalidade ímpar: fresco, com aromas de frutas brancas como pera e maçã, extremamente harmonioso em boca. Equilibrado, fino e rico, despede-se com notas minerais que acentuam ainda mais o frescor no palato. Harmoniza com frutos do mar como mariscos, mexilhões e lagosta. GA 12%. R$ 144,90. Ficou em terceiro lugar na preferência do grupo.




No jantar, para acompanhar um confit de pato com risoto de cogumelos ou um ravioli de brie com pêssego, bebemos muitas garrafas de Marlborough Sun Pinot Noir 2017, da região de Marlborough, Nova Zelândia. 100% Pinot Noir. Estão presentes cerejas, framboesas e amoras levemente maduras, chegando a lembrar em alguns momentos até geleia de frutas vermelhas, compõem seus aromas e sabores, que equilibram perfeitamente bem os toques de frescor. O “Sun” Pinot Noir é tão fresco que é possível servi-lo mais gelado do que o habitual – ainda mais se for ao lado de um descontraído e delicioso wrap de salmão defumado com queijo cremoso. GA 13,5%. R$ 119,90. A seguir, mini churros com doce de leite e café.
Uma agradabilíssima noite com todos muito alegres e falantes.
Em janeiro não teremos reunião. Férias.
Um feliz Natal e Ano Novo. Que 2020 cumpra com tudo que aspiramos: paz, saúde, amor e o dinheiro necessário para isso.
Um grande abraço a todos,

Freitas, Claudinho, Evandro e Paulo Sergio

domingo, 1 de dezembro de 2019

Vinho em lata


Amigos enófilos,

Não podia deixar passar esta experiência: Vivant – vinho em lata produzido pela vinícola Quinta Don Bonifácio, em Caxias do Sul...

Tomei em casa e não numa praia onde acredito que seja mais razoável.

Mas como queria experimentar, lá fui eu.

Paguei R$17 a latinha de Chardonnay, 269ml, 11,5% de álcool.

A qualidade da lata parece ser a tradicional à qual estamos acostumados.



Acompanhei com uma quiche Lorraine preparada pela minha esposa.
  • Visual: amarelo escuro
  • Aroma: passou longe
  • Gustativo: me pareceu daqueles vinhos brancos de baixa qualidade. Não gerou nenhuma sensação de prazer.
Vou ter que avaliar melhor novamente, se levo na praia, lata desse vinho ou lata de cerveja, mesmo que cerveja não esteja em minhas predileções!


Gostaria do feedback de quem já teve a experiência equivalente de tomar esse vinho (claro que sem a super quiche da minha esposa rsrsrs...).

Abs,

Jair Rodriguez

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Vinhos do Oriente Médio



CLUVINHO - NOVEMBRO 2019

TEMA - VINHOS DO ORIENTE MÉDIO

LOCAL - GÊNOVA



No dia 21 de novembro, excepcionalmente em uma quinta-feira, retornamos ao tradicional Gênova, onde fomos recebidos com o carinho de sempre pelo João Gianesi. 

A reunião foi coordenada pelo Freitas, que trouxe o tema e um dos vinhos de sua recente viagem por Israel e Jordânia. Tivemos casa cheia com 14 participantes.

O vinho de boca foi o Marqués de Cáceres Verdejo Rueda, 2017, da Unión Viti-Vinícola, S.A., da região de Rueda, Espanha. Vinho 100% Verdejo para ser bebido jovem. Cor amarelo palha; no nariz, notas de flores brancas, maçã verde e pera e na boca, equilibrado, elegante, com frescor, persistente e fino. GA 13,5%. Importado pela Grand Cru. R$ 84,90.


Degustamos:

1. Altitudes Ixsir Rouge, 2013, produzido pela Wines Of Lebanon da Região do Vale do Beqaa, LIBANO. Vinho para beber jovem composto de 35% Cabernet Sauvignon, 26% Caladoc, 22% Syrah, 17% Tempranillo. Vermelho intenso rubi com tons violáceos, no nariz especiarias doces, groselha negra e baunilha, ervas e violeta. Harmoniza com carnes vermelhas assadas, cordeiro, pato, ensopados e queijos de pasta mole. GA 13,5%. Importado pela Grand Cru. R$ 164,90. Foi o primeiro na preferência do grupo.

2. Mount Hermon Red, 2017, produzido por Golan Heights Winery, da Região das Colinas de Golan, Galileia, ISRAEL. Percentagem indeterminada de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec. Vinho submetido a fermentação malolática e engarrafado sem filtração estéril. Sabores de cereja e frutos silvestres, além de notas complexas de ervas, especiarias, violetas e terra. Harmoniza com carne de cordeiro, massas com ragu e moussaka. GA 14%. Importado pela Aurora. R$ 110,00. Foi o segundo na preferência do grupo.

3. Les BRETÈCHES, 2015, produzido por Château Kefraya, da região do Vale do Beqaa, LIBANO. 100% Cinsault. Leve e frutado, é um vinho descompromissado, que lembra os Côtes du Rhône mais leves. Seus sabores são de fruta fresca enriquecida com especiarias, taninos firmes e acidez fresca. Experimente com a deliciosa culinária libanesa. GA 16%. Importado pela Zahil. R$ 139,40. Foi o quarto na preferência do grupo.
           
4. JORDAN RIVER Reserve Cabernet Sauvignon, 2016, produzido por Haddad Estates & Vineyards, da região de Mafraq Plateau, Jordan Northern Highlands, JORDANIA. 100% Cabernet Sauvignon. Vinho encorpado, amadurecido por 13 meses em barricas de carvalho francês. Aroma de groselha preta com notas de bagas; baunilha e chocolate no paladar. Rico, mas sutil, com final longo. Acompanha carnes e massas. GA 13,2%. Foi adquirido por US$ 20,00 no Free Shop de Amã e trazido com muito cuidado para nosso deleite pelo Freitas. Foi o terceiro na preferência do grupo.               

Após a degustação, estava a nossa disposição a deliciosa mesa de entradas do Gênova.



Para jantar tivemos como opções o fettuccine ao molho romano ou bavette com pomodoro, rúcula e nozes, acompanhados pelo Anesu Shiraz, 2015, da Orange River Cellars, região W.O. Northern Cape, Northern Cape – Desert River Wines, África do Sul. 100% Shiraz. Ótimo para beliscar um embutido de carne-seca em um prato muito típico da África do Sul, que é conhecido como “biltong”; linguiças de porco ou bovinas bem condimentadas na brasa também são ótimas escolhas e boas companhias para este vinho. Vermelho-cereja com lágrima marcada. No nariz, destacam-se frutas pretas maduras – mirtilo e ameixa, que se misturam com leves notas florais de violeta, toque de especiarias e um sutil aroma de crianza. Na boca é redondo, bem estruturado e, ao mesmo tempo, muito fácil, destacando-se sua fruta madura e, principalmente, as especiarias. GA 14%. Importado pela Race para Sociedade da Mesa. R$ 61,85.

Até dezembro,

Paulo Sergio

domingo, 27 de outubro de 2019

Corte Bordalês


CREDVINHO - OUTUBRO 2019
TEMA - CORTE BORDALÊS
LOCAL - RESTAURANTE GÊNOVA
APRESENTAÇÃO - PABLO


Fomos matar as saudades do João do restaurante Gênova que nos recebeu de coração aberto, também muito saudoso.



Pablo nos preparou uma apresentação sucinta e muito interessante sobre o corte bordalês com curiosidades sobre as uvas utilizadas. Você sabia que: 
- A uva Cabernet Sauvignon é o resultado do cruzamento das uvas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc?
- Não há monovarietais e que em Bordeaux o corte, ou blend, é a regra, e os vinhos são feitos como os antigos boticários faziam os perfumes, buscando a mistura perfeita?




Nosso vinho de boca foi o Kaiken State Sauvignon Blanc Sémillon, Mendonza, Argentina. Corte de partes iguais de Sauvignon Blanc e Sémillon. Cepas cultivadas em vinhedos de altitude o que garante o frescor ao vinho final. GA 13,5%. R$ 76,00.

Degustação:
1- Alta Vista Atemporal Blend, Vinícola Alta Vista, Mendonza, Argentina. 60% Cabernet Sauvignon, 25% Malbec, 15% Petit Verdot. Vinho de boa estrutura, toque de mineralidade e muita persistência. GA 14,5%. R$ 128,00. Foi o quarto na preferência do grupo.

2- Réserve Spéciale Saint-Emilion, França. Fruto do trabalho de todas as equipes dos Domaines Lafite Rothschild e do relacionamento com seus fornecedores em cada denominação de Bordeaux, a fim de realizar alguns cortes na melhor tradição da região, privilegiando sempre o equilíbrio e a elegância. O Réserve Spéciale Saint-Emilion se destaca pela maciez e a fruta do Merlot dominante no seu corte. GA 12,5%. R$ 239,90. Foi o terceiro na preferência do grupo

3- Petit Castel, Jerusalém, Israel. Blend de Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Cabernet Franc e Malbec. Vinho encorpado com equilíbrio harmônico entre fruta e madeira. GA 14%. Gentilmente trazido pelo Pablo. US$ 50,00. Foi o primeiro na preferência do grupo.

4- Lapostolle le rouge, Cunaco, Santa Cruz, Chile. Vinho sofisticado e saboroso, mescla de 28% Syrah, 23% Carmenère, 22% Merlot, 25% Cabernet Sauvignon e 2% Cabernet Franc. Harmoniza-se muito bem com carnes em geral. GA 14%. R$ 112,90. Foi o segundo na preferência do grupo.




O João nos preparou uma super mesa de aperitivos para deixar saudades e como jantar tivemos uma massa ao limone e uma truta com risoto ao funghi. Tudo deliciosamente regado a El Principal Calicanto, vinho chileno produzido segundo a filosofia de Bordeaux, sob a supervisão do enólogo francês Patrick Leon. R$ 114,90.
Agradou a todos.

Noite agradável e muito instrutiva.
Que venham muitas outras.
Até novembro,
Vera


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